“Não podemos acelerar o que não temos”, sublinhou, a comissária, em conferência de imprensa.

“As autoridades portuguesas pediram-nos para acelerar o processo, mas não podemos sequer iniciá-lo porque não recebemos nenhum pedido” formal, disse ainda.

A comissária europeia reconheceu que a avaliação dos danos “não é um exercício fácil para as autoridades portuguesas” mas salientou que Bruxelas tem que receber uma avaliação dos danos "e ver se são elegíveis”.

Na opinião de Bruxelas, poderá haver “um problema”, que é o facto de os incêndios terem sido florestais “e não numa zona económica”.

“Veremos se [os danos]são elegíveis ou não para o fundo de solidariedade”, salientou Cretu, acrescentando que assim que receber um pedido, a Comissão Europeia “está aqui pronta para ajudar”, manifestando-se ainda disponível para visitar as áreas ardidas.

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 de segunda e 117 já devolutas. Quase 50 empresas foram também afetadas, assim como os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

[Notícia atualizada às 12h47]

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