Miguel Freire, presidente da Casan, organização, com sede em Ansião, de produtores pecuários que abrange estes concelhos afetados pelos incêndios, apontou para uma primeira estimativa de mil a 1.500 animais mortos no incêndio, essencialmente pequenos ruminantes, ovinos e caprinos, que “são a base do rendimento dos agricultores da região”.

De acordo com Miguel Freire, existem ainda “cerca de 3.000 animais entre os que sobreviveram, se encontram feridos ou estão desaparecidos”, e, para fazer face à alimentação destes, “já há alguns alimentos disponíveis, embora o grosso das ofertas de empresas e de fábricas ainda esteja a caminho”.

“Estão a chegar alimentos, rações, fenos e palha enfardada, e esta ajuda vai ficar concentrada em Vila Facaia e na Graça [freguesias do concelho de Pedrógão Grande] e na Cooperativa Agrícola de Figueiró dos Vinhos (FICAPE)”, destacou.

Os produtores que precisam de alimentação para os seus animais deverão entrar em contacto com a CASAN, a Junta de Freguesia de Vila Facaia, a FICAPE ou qualquer um dos médicos veterinários destes concelhos, acrescentou.

Este responsável salientou ainda que a Ordem dos Médicos Veterinários doou medicamentos para os médicos das cooperativas e outros voluntários que estão no terreno poderem tratar os animais feridos.

Os animais mortos deverão ser removidos através do sistema nacional de remoção de cadáveres animais.

O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, segundo um balanço divulgado hoje.

O fogo começou em Escalos Fundeiros, e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

Este incêndio já consumiu cerca de 26.000 hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

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