De acordo com o sub-diretor da polícia nacional, Francisco Diaz, "indíviduos encapuzados atacaram com armas de fogo" participantes na manifestação de apoio ao Governo de Ortega.

Dois membros da juventude sandinista (partido no poder) foram mortos e uma dezena de pessoas ficou ferida, indicou um responsável policial.

Por outro lado, opositores declararam que grupos próximos do Governo tinham disparado contra os participantes de uma marcha de apoio, também em Manágua, às mães dos manifestantes mortos desde 18 de abril, data em que começaram os protestos contra Ortega.

Estes tiros causaram oito feridos, de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE.

"Massacre! Disparam contra manifestantes pacíficos", escreveu nas redes sociais o bispo auxiliar de Manágua, Silvio Baez.

Os manifestantes da oposição refugiaram-se na sede da Universidade Centro-Americana (UCA) e na catedral de Manágua, enquanto estudantes erguiam barricadas de proteção contra novos ataques.

Também o Canal 100% Notícias, um dos 'media' censurado durante vários dias, em meados de abril, pelas autoridades devido à cobertura sobre as manifestações, anunciou que grupos pró-governamentais tinham atacado as suas instalações, sem mencionar eventuais danos.

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