Os dois suspeitos, um homem e uma mulher com 55 e 75 anos, um deles administrador judicial, estiveram envolvidos “num plano criminoso visando a apropriação de quatro milhões de euros, pertencentes à massa insolvente de uma sociedade sediada na Região Autónoma dos Açores”, detalha o comunicado.

Ambos foram detidos por suspeitas da prática dos crimes de peculato, falsificação de documentos e branqueamento no âmbito da operação “Atlantis”, informou a PJ.

A investigação decorre no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa.

De acordo com a PJ, o ‘modus operandi’ consistia na simulação de contratos, visando o suposto investimento da massa insolvente em produtos financeiros não discriminados, de capital garantido, bem como em investimentos imobiliários.

“Os quatro milhões de euros chegaram efetivamente a ser creditados na conta bancária de um dos detidos, sendo que apenas as suspeitas quanto à licitude da operação, atempadamente comunicadas à UIF [Unidade de Informação Financeira], impediram o seu envio para contas de terceiros e subsequente utilização efetiva”, refere a PJ.

Os detidos foram presentes a primeiro interrogatório, tendo sido decretadas as medidas de coação de prisão preventiva a um deles e suspensão do exercício de profissão e proibição de contactos ao outro.

A operação foi realizada pela PJ, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), com a colaboração do Departamento de Investigação Criminal dos Açores.

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