A polícia disparou balas de borracha na direção de um grupo de 40 manifestantes, referiu um jornalista da agência noticiosa France-Presse (AFP), e pelo menos quatro pessoas foram detidas.

Pequenos grupos reuniram-se na praça Taksim para uma Marcha do orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e intersexo), apesar da proibição das autoridades, e com os polícias a superaram em número os participantes.

Os organizadores tinham antes reiterado a determinação em manter a manifestação, proibida pelo terceiro ano consecutivo e que este ano coincidiu com o primeiro dia da festa que celebra o fim do mês e jejum muçulmano do Ramadão.

Após as ameaças de grupos conservadores e de extrema-direita, as autoridades tinham anunciado no sábado a proibição desta manifestação para preservar “a ordem pública” e a “segurança dos turistas”.

Os organizadores decidiram manter a convocatória e divulgaram um comunicado em que referiam “não ter medo” de manter o evento.

Segundo a agência de notícias AFP, antes da manifestação convocada para a praça Taksim a polícia bloqueou diversos acessos.

Esta semana, 11 militantes foram julgados em Istambul por terem desafiado a proibição da “Gay Pride” em 2016, mas foram absolvidos. Nos anos anteriores, estas manifestações decorreram sem incidentes.

O Presidente turco Recep Tayyip Erdogan é acusado pelos seus opositores de promover uma sistemática islamização da sociedade. Os seus comentários conservadores sobre as mulheres e a família suscitam críticas regulares, mas geralmente tem evitado pronunciar-se publicamente sobre as questões relacionadas com a homossexualidade, refere a AFP.

No entanto, em 2010, a ministra da Família e da Mulher, Aliye Selma Kavaf, suscitou a cólera dos defensores dos direitos dos homossexuais ao qualificar a homossexualidade de “desordem biológica” e “doença” que deveria ser submetida a tratamento.

A homossexualidade não é reprimida penalmente na Turquia, mas a homofobia está muito presente na sociedade turca.

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