Keisha Lance Bottoms disse, durante uma conferência de imprensa, que ela e a chefe da polícia, Erika Shields, tomaram a decisão depois de reverem imagens de vídeo onde se veem os agentes a retirar uma passageira de um carro aparentemente usando uma arma paralisante (taser) no condutor para prender os dois.

"O uso de força excessiva nunca é aceitável", disse o Bottoms aos jornalistas.

Shields disse que o vídeo chegou às mãos das autoridades depois de ter circulado pelas redes sociais, considerando que as "imagens são realmente chocantes de ver".

O vídeo mostra um grupo de polícias com equipamento de choque e máscaras de gás à volta de um carro conduzido por um homem com uma mulher no banco do passageiro.

Depois de os agentes puxarem a mulher para fora e parecerem usar uma arma paralisante no homem, algemaram a mulher quando esta estava no chão.

Nada nas filmagens parece indicar que o casal tenha oferecido resistência ou atacado a polícia.

De acordo com as duas responsáveis, as acusações contra a mulher foram, entretanto, retiradas e o homem libertado.

Os jornalistas, que captaram as imagens do incidente, afirmaram que a polícia tinha partido anteriormente os vidros do carro e furado os pneus.

A 'mayor' de Atlanta prorrogou o recolher obrigatório por mais uma noite e o governador da Geórgia autorizou o destacamento de até 3.000 soldados da Guarda Nacional para cidades de todo o estado para responder, se necessário, aos protestos contra as mortes de George Floyd, no Minnesota, e de Ahmaud Arbery, na Geórgia.

Os soldados ajudaram a impor um recolher obrigatório no sábado, às 21 horas, em Atlanta, onde a violência tem vindo a marcar os protestos.

De acordo com a polícia de Atlanta, no domingo, foram detidas mais de 150 pessoas enquanto manifestantes atiravam pedras aos agentes e partiam janelas no centro da cidade.

O recolher obrigatório foi inicialmente imposto após as manifestações de sexta-feira à noite, que se tornaram violentas, com pessoas a atear fogos e a partir janelas em empresas e restaurantes.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu na noite de segunda-feira em Minneapolis, após uma intervenção policial violenta, cujas imagens foram divulgadas através da internet.

Floyd foi detido por suspeita de ter tentado pagar com uma nota falsa de 20 dólares num supermercado. Num vídeo filmado por transeuntes e divulgado nas redes sociais, é possível ver um dos agentes pressionar o pescoço da Floyd com o joelho durante vários minutos.

Desde então, várias cidades norte-americanas, incluindo Washington e Nova Iorque, tem sido palco de manifestações de protesto e indignação pela morte de George Floyd com os protestos a degenerarem frequentemente em confrontos com a polícia.

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