O chefe da diplomacia dos EUA, uma das figuras mais leais do Presidente republicano cessante, decidiu ficar em Washington para facilitar uma “transição suave e ordenada” com a equipa do Presidente eleito democrata, Joe Biden, segundo um comunicado do Departamento de Estado.

Mike Pompeo deveria viajar para Bruxelas, na quarta e quinta-feira, para se encontrar com a sua homóloga belga, Sophie Wilmès, e com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, para discutir a importância das parcerias transatlânticas, frequentes vezes ameaçadas pela estratégia do Presidente Trump nos últimos quatro anos.

Contudo, a deslocação coincidiria com a provável votação, na quarta-feira na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, de um segundo processo de destituição do Presidente, com Trump a ser acusado de “incitação à violência” no ataque ao Capitólio, na semana passada.

Os democratas estão a pedir ao vice-Presidente, Mike Pence, que invoque a 25.ª emenda da Constituição, para declarar o Presidente incompetente, ameaçando levar Trump a um julgamento político no Senado.

Embora Mike Pompeo tenha condenado o ataque ao Senado, nunca se demarcou politicamente do Presidente, mesmo nesta reta final de mandato, ao contrário de um número crescente de republicanos.

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