Na proposta a que a Lusa teve hoje acesso, e que vai ser discutida na reunião do executivo, o município refere que o défice em causa não foi coberto por qualquer fonte de financiamento, o que causou aos operadores dificuldades de tesouraria agravadas pela situação atual de pandemia.

Considerando que a retoma destes operadores só é possível se dotada de meios financeiros, a 07 de julho foi aprovado por unanimidade, em reunião Conselho Metropolitano do Porto, que a área metropolitana assumiria, através da incorporação do saldo de gerência de 2019, o pagamento de 1,5 milhões de euros, e os municípios, o valor remanescente, no montante de 870 mil euros, cabendo a Câmara do Porto uma comparticipação no valor de 245 mil euros que se propõe aprovar na reunião do executivo de segunda-feira.

O modelo de pagamento do défice do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART), foi motivo de divisão na Área Metropolitana do Porto (AMP) entre os vários municípios, nomeadamente a Câmara do Porto que tinha já avisado que não aceitava pagar mais do que aquilo que ficou preconizado.

Com a solução encontrada, pretendeu-se injetar liquidez nas empresas do setor, criando as condições financeiras para o restabelecimento do serviço de transporte na AMP, numa lógica de partilha de responsabilidade, sublinhava em julho o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, em declarações à Lusa.

Câmara do Porto vota segunda-feira reforço transitório da oferta da STCP

A Câmara do Porto vota na segunda-feira o reforço transitório de cinco linhas e de horários explorados pela STCP na cidade, com vista a fazer face ao aumento da procura num contexto de redução de lotação máxima dos veículos.

Na proposta que vai ser discutida na reunião do executivo, refere-se que, durante os meses de junho, julho e agosto, e em certas linhas da STCP (Sociedade de Transportes Coletivos do Porto) na cidade do Porto, a taxa de ocupação dos veículos estará a aproximar-se do máximo atualmente permitido, introduzindo "o risco de, num futuro próximo, deixar de ser capaz de responder a toda a procura"

Esse risco, assinala-se no documento, será particularmente acentuado com o reinício do ano letivo no mês de setembro, pelo que "é razoável antecipar que as linhas e horários que na presente data revelam já uma taxa de ocupação próxima do limite máximo venham a esgotar esse mesmo limite".

Nesse sentido, o município do Porto considera imperiosa a expansão dos níveis de oferta na cidade de modo a garantir o cumprimento do limite de lotação imposto, pelo que solicitou à STCP, em 24 de julho, um plano de ajustamentos da rede existente, mediante o reforço da frequência nas linhas e horários.

No total, oito linhas consideradas de "maior procura" serão reforçadas entre os meses de setembro e dezembro, um investimento que poderá chegar aos 420.000 euros, verba que será integralmente assumida pelo município do Porto.

Em causa estão as linhas 200 (Bolhão-Castelo do Queijo), 201 (Aliados-Viso), 203 (Marquês-Castelo do Queijo), 204 (Hospital de S. João-Foz), 205 (Campanhã-Castelo do Queijo), 207 (Campanhã-Mercado da Foz), 208 (Aliados-Aldoar) e 305 (Cordoaria-Hospital de S. João).

Na quinta-feira, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, reuniu-se com os sindicatos da STCP para explicar que pediu o reforço transitório da oferta como resposta à pressão adicional do regresso às aulas e ao trabalho para muitos portuenses.

À data, numa nota divulgada na sua página oficial, a autarquia salientava que a medida, com caráter urgente e temporário, tem o objetivo de responder ao aumento da procura dos serviços da transportadora, que se encontra atualmente nos 70%, em comparação com o registado no ano passado.

No mesmo dia, a STCP informou que retoma a 14 de setembro os 100% da oferta existente antes da pandemia de covid-19, mantendo a lotação de dois terços em cada autocarro.

Na mesma data, começa o prolongamento de horário da Linha 204 (Hospital de São João-Foz), "que passa a ter viagens noturnas todos os dias entre as 21:00 e as 24:00", com vista a "beneficiar a mobilidade entre os polos universitários da Asprela, Campo Alegre e Foz" e criando "maior acessibilidade no período noturno ao Hospital de S. João".

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