Num comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Governo português saudou “os resultados muito positivos da cimeira inter-coreana em Pyongyang na qual foi reafirmada com clareza a determinação de ambas as partes em reduzir a tensão entre as duas Coreias e em construir uma solução diplomática para a presente situação na península coreana”.

“Com este encontro cimeiro, as duas partes contribuíram para consolidar os passos que têm sido dados no sentido da desejável desnuclearização completa, verificável e irreversível da península coreana e para definir novos eixos de cooperação humanitária fundamentais para a normalização do relacionamento entre os dois países”, lê-se na nota.

O documento refere ainda que o Governo Português se congratula com os desenvolvimentos e encoraja “todos os esforços que viabilizem as perspetivas criadas neste e nos anteriores encontros e que têm por objetivo o estabelecimento duradouro da paz e segurança na península coreana”.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, assinaram na quarta-feira uma declaração conjunta, que poderá ser importante para o futuro diálogo sobre a desnuclearização da península, entre Pyongyang e Washington.

Durante a cimeira, que durou três dias e terminou na quinta-feira, os ministros da Defesa das duas coreias, que tecnicamente continuam em guerra, assinaram ainda um histórico acordo militar, que reduz a possibilidade de se produzirem choques fronteiriços entre os respetivos exércitos.

De acordo com o documento, os dois países vão suspender - a partir do dia 01 de novembro - as respetivas manobras junto à fronteira terrestre e eliminar 11 postos militares de fronteira até ao final do ano.

As duas Coreias vão estabelecer também uma zona de restrição aérea junto à linha de divisão e determinar uma zona junto à fronteira marítima em que vão ser proibidas manobras navais.

O mesmo documento referiu que o acordo assinado prevê o alívio da tensão militar entre os dois países, entre outras questões.

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