O prémio “é uma homenagem ao escritor [de Óbidos] cuja vida e obra merece ser divulgada nacional e internacionalmente”, afirmou hoje a diretora executiva da Óbidos Cidade Criativa da Literatura, Celeste Afonso, durante o anúncio do Prémio Literário Armando Silva Carvalho (1938–2017).

Natural do Olho Marinho, no concelho de Óbidos, Armando Silva Carvalho foi advogado, jornalista, professor do ensino secundário, publicitário e autor de uma vasta obra, sobretudo poética.

Daí que o prémio, o primeiro instituído desde a classificação de Óbidos como “Cidade Literária da UNESCO”, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, a 11 de dezembro de 2015, se destine a premiar “obra poética publicada ao longo do ano em Portugal ou, em língua portuguesa, em todos os países da lusofonia”, explicou.

A distinção, cujo regulamento terá ainda de ser aprovado pela Câmara e pela Assembleia Municipal de Óbidos, não terá, segundo Celeste Afonso, um prémio pecuniário, mas sim “uma deslocação do vencedor a uma das Cidades Criativas da Literatura, durante três a sete dias”, para divulgação da obra, participação em tertúlias e encontros com escritores da respetiva cidade.

A primeira edição do prémio realiza-se em 2018, com a receção de obras candidatas até ao mês de maio, sendo o primeiro vencedor divulgado durante a terceira edição do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos, que decorrerá na vila entre os dias 27 de setembro e 07 de outubro do próximo ano.

A primeira cidade literária a receber o vencedor do Prémio Armando Silva Carvalho será Granada, em Espanha, a convite da Fundação Federico García Lorca.

A divulgação do prémio que assinala a comemoração dos dois anos da classificação de Óbidos foi feita no Centro de Design de Interiores (CDI), que a partir de hoje passa a ser “a sede oficial de Óbidos Cidade Literária da UNESCO” que assim passa a contar com um espaço físico “com informação sobre todas as cidades da rede e com uma nova dinâmica cultural”, acrescentou a mesma responsável.

O espaço, cedido à autarquia pela decoradora Maria José Salavisa (1925- 2006), funcionou durante alguns anos como um centro de promoção da aproximação entre os criadores e o público, organizando exposições, seminários, conferências e encontros relacionados com o design.

A partir de agora, a par da vertente informativa, “terá dinâmicas mensais de âmbito nacional e internacional” com “lançamentos de livros, tertúlias, ciclos de cinema e outros conteúdos”, adiantou Celeste Afonso.

A programação da casa estará também ligada aos dois principais festivais literários da Óbidos vila literária, o Folio e o Latitudes, um festival de literatura de viagens que arrancou este ano em edição piloto e que, de 26 e 29 de abril de 2018, cumprirá a primeira edição.

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