“Cada um deve responder pelos seus pecados. Castigar inocentes é injusto e imoral”, argumentou Alexandre Joukov, diante dos membros do Comité Executivo do COI, que decidiram hoje, pela primeira vez na história da entidade, punir toda uma nação.

O presidente do COR disse desconhecer se haverá desportistas russos a competir como independentes na Coreia do Sul.

“Suponho que vamos debater na assembleia olímpica a participação de desportistas, em particular daqueles que são candidatos a integrar a equipa nacional”, acrescentou, precisando que na reunião vão estar também os treinadores e os presidentes das diferentes federações de desportos de inverno.

Joukov frisou que a decisão do COI “não tem precedentes na história” do movimento olímpico.

“É absolutamente inadmissível e completamente humilhante para qualquer desportista que se orgulhe de competir em nome da sua pátria”, defendeu.

No entanto, o presidente do COR encontrou aspetos positivos no veredicto do COI, que também irradiou o vice-primeiro ministro russo, Vitali Moutko, que durante vários anos tutelou o desporto no país.

“A decisão é contraditória. O COI vai permitir que todos os desportistas limpos da Rússia compitam em todas as modalidades desportivas. O segundo aspeto positivo é que [a equipa neutra] será denominada “Atletas Olímpicos da Rússia”, enumerou.

Joukov recordou que, apesar de terem de competir sob a bandeira olímpica, os atletas russos poderão desfilar com a sua bandeira na cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno Pyeongchang2018, dia em que termina o veto à Rússia.

A Rússia foi hoje afastada dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 pelo Comité Olímpico Internacional (COI), devido à dopagem institucionalizada no país, mas os seus atletas podem competir em Pyeongchang sob a bandeira olímpica.

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