“Amanhã estarei em Lisboa para a cerimónia fúnebre oficial e para prestar homenagem a esta extraordinária figura política”, disse hoje Schulz, numa declaração enviada à Lusa pelo seu gabinete.

O presidente do Parlamento Europeu reagira logo no sábado à morte de Mário Soares, considerando que Portugal e a Europa perderam “um grande estadista, um visionário, um pragmatista, um reformista, um lutador e um democrata”.

“Para mim, Mário Soares é mais que uma figura histórica. Ele é uma inspiração. Promoveu a liberdade, a igualdade e a dignidade em Portugal e mais além. O seu legado vai perdurar”, declarou Martin Schulz, também ele pertencente à família socialista europeia.

Mário Soares morreu no sábado no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado desde 13 de dezembro.

O Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de hoje.

O corpo do antigo Presidente da República vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13:00 de hoje, e o funeral de Estado realiza-se a partir das 15:30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Nascido a 7 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

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