A princesa do Dubai que divulgou um vídeo onde dizia que ia fugir do emirado foi levada “de volta” para o país, disse uma fonte próxima do governo, citada pela agência France-Press. A mesma fonte disse desconhecer onde e por quem a princesa de 32 anos foi encontrada, acrescentando que está bem e com a família.

Latifa, filha do líder do Dubai, Mohammed Bin Rashid al-Maktoum, anunciou que ia fugir do Dubai num vídeo publicado no YouTube em março deste ano. Nesse vídeo, Latifa bint Mohammed bin Rashid al-Maktoum, dizia que o estava a gravar porque podia ser o último que fazia.

Depois de se identificar como filha do líder do Dubai e da algeriana Horriya Ahmed, Latifa disse que já estava a tentar fugir há vários anos, antes de ter acesso à Internet.

“Muito brevemente vou sair de qualquer forma, e não tenho a certeza o resultado, mas estou 99% convicta de que vai funcionar. E, se não resultar, este vídeo vai ajudar-me porque tudo aquilo com que o meu pai se preocupa é com a sua reputação”, disse.

Para ela, a fuga servia para “reclamar a [sua] vida, a [sua] liberdade”.

No último mês, um grupo baseado no Reino Unido que diz dedicar-se a ajudar as vítimas de injustiça nos Emirados Árabes Unidos, interessou-se pela fuga de Latifa.

O grupo diz que a mulher tentou sair do Dubai num navio, mas a embarcação foi intercetada a 4 de março a menos de 80 quilómetros da costa da Índia.

A fonte da AFP disse que se trata de um “assunto privado” que foi “explorado”, acusando o Qatar de alimentar a campanha. “É um assunto doméstico que foi transformado numa novela que se transformou num esquema para manchar a reputação do Dubai e do xeque Mohammed”, afirma a mesma fonte.

A fonte, que falou na condição de manter o anonimato, disse que três pessoas participaram na tentativa de fuga de Latifa: uma mulher finlandesa e dois homens franceses, um dos quais com dupla nacionalidade. Estas três pessoas são alegadamente procuradas no Dubai por acusações anteriores à tentativa de fuga.

O Bahrein, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Egito, romperam, em 5 de junho do ano passado, as relações diplomáticas com o Qatar, que acusaram de apoio ao terrorismo, desestabilização da região e aproximação ao Irão.

O quarteto impôs ainda severas sanções económicas (interrupção das ligações aéreas, terrestres e marítimas), desencadeando a mais grave crise regional desde a guerra do Golfo de 1991.

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