“O projeto vencedor é o DisAbuse – Vamos prevenir o bullying, um projeto da APPACDM [Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental] de Lisboa, que trabalhou as questões do ‘bullying’ relativamente às pessoas com deficiência”, anunciou a presidente da direção da Humanitas, Helena Albuquerque.

A entrega do Prémio “Criar para Inovar”, que decorreu ao final da tarde de hoje no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), contou com a presença dos representantes dos projetos candidatos.

Segundo Helena Albuquerque, a iniciativa da Humanitas tem por objetivo mostrar à sociedade o que de melhor se faz nas instituições particulares de solidariedade social que apoiam a deficiência intelectual, dando a conhecer iniciativas inovadoras e mostrando os melhores trabalhos realizados nestas áreas.

“A quarta edição deste prémio de inovação contou com 11 projetos. Para além do projeto vencedor, atribuímos uma menção honrosa ao projeto Ponto de Fuga, do Centro Social Vale do Homem, que atualmente trabalha com a doença mental, mas já estão com alguns edifícios em construção para começar a trabalhar com a deficiência mental”, referiu.

A presidente da direção da Humanitas congratulou-se ainda com o facto de o prémio ter cada vez mais candidatos, depois da primeira edição ter contado com oito.

“No próximo ano, a quinta edição terá lugar no Porto e estimamos contar com mais projetos ainda”, destacou.

No final da cerimónia, a psicóloga da APPACDM de Lisboa, Sandra Leal, explicou que o projeto vencedor - DisAbuse – Vamos prevenir o bullying – foi desenvolvido numa primeira fase com utentes da instituição, para depois ser adaptado ao contexto escolar.

“Mantivemos os módulos e conteúdos, mas dividimo-los de forma a poderem ser dados na aula de Cidadania e Desenvolvimento pelo diretor de turma. Neste momento, é aplicado a alunos do 5.º ano de dois agrupamentos de escolas de Lisboa”, informou.

Nestas sessões são “desenvolvidas competências, que permitem estabelecer as diferenças entre conflito e ‘bullying’” ou ainda distinguir entre vítimas, agressores e espetadores.

“Trabalham a empatia, o respeito, estratégias específicas do que fazer em situação de ‘bullying’, sejam vítimas ou agressores. Este projeto traz competências e conhecimento que penso serem mais-valias para os alunos do 5.º ano e para todo o seu percurso de vida”, sustentou. Este projeto, que arrancou em 2019, abrange cerca de 170 alunos por ano.

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