No final da apresentação pública da candidatura, que decorreu no Pátio da Galé, em Lisboa, o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais foi questionado se tem por objetivo forçar uma segunda volta e, nesse cenário, quem apoiaria.

“Apresento-me a estas eleições para as ganhar e ganhá-las, se possível for, à primeira volta. Todas as teses, aritméticas eleitorais, eu quero fugir desse discurso porque os portugueses não o entendem, têm problemas reais na sua vida”, afirmou.

Perante a insistência de, se numa eventual segunda volta (caso nenhum candidato obtenha mais de 50%), apoiará o atual presidente Rui Rio ou o antigo líder parlamentar Luís Montenegro, Pinto Luz recusou discutir “qualquer outro cenário” e deixou um desafio.

“Tem de se colocar a pergunta ao contrário, se os outros dois candidatos estão disponíveis para me apoiar numa segunda volta”, afirmou.

Ainda assim, e questionado sobre posicionamentos futuros já assumidos por apoiantes seus, Pinto Luz defendeu “a liberdade de expressão”, considerando que “seria incongruente defender um partido livre” e estar a condicionar quem o apoia.

Sobre a polémica à volta do pagamento de quotas - com as novas regras a reduzirem o número de militantes em condições de votar -, o antigo líder da distrital de Lisboa considerou-a “uma questão lateral”.

O candidato diz aguardar “com expectativa” a realização de debates entre os candidatos e, questionado sobre os poucos rostos notáveis entre as centenas de pessoas que hoje assistiram à candidatura, Pinto Luz recusou fazer essa distinção, mas citou nomes presentes de várias fases da história do partido como Alexandre Patrício Gouveia, Mira Amaral, José Eduardo Martins, Matos Rosa e dos autarcas Carlos Carreiras (Cascais) e Ricardo Gonçalves (Santarém).

“Não há notáveis e menos notáveis”, afirmou.

Além dos nomes mencionados pelo candidato, marcaram presença alguns atuais deputados do partido, casos de Ana Miguel Santos - que foi cabeça de lista por Aveiro indicada por Rui Rio nas últimas eleições -, Carlos Silva, Sandra Pereira ou Alexandre Poço (todos deputados por Lisboa).

Os líderes das distritais de Lisboa e Setúbal, Ângelo Pereira e Bruno Vitorino, respetivamente, o antigo presidente da concelhia de Lisboa Mauro Xavier, o membro da Jurisdição José Miguel Bettencourt ou o antigo secretário de Estado José Amaral Lopes foram outros dos presentes.

O discurso de apresentação de candidatura durou cerca de 25 minutos, num palco à americana, com o orador no meio, de microfone na lapela - e sem gravata - a discursar com as cadeiras dispostas em círculo à sua volta.

A apresentação arrancou com o hino oficial do PSD, “Paz, Pão, Povo e Liberdade”, e fechou com o “Somos um rio”, com letra de Dias Loureiro, e que tem sido o mais ouvido durante a atual direção liderada por Rui Rio.

As eleições diretas para escolher o próximo presidente do PSD realizam-se em 11 de janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e congresso marcado para entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.

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