Em causa estão imagens de um grupo de motociclistas a circular sem capacetes na Damaia e de perturbações do funeral, pouco depois, em Lisboa.

Em declarações à Lusa, a subcomissária do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis), Ana Carvalho, explicou hoje que as imagens de CCTV na Damaia, que está abrangida pelas câmaras de videovigilância autorizadas para o concelho da Amadora, “foram preservadas e vão ser analisadas”.

De acordo com a responsável, as imagens que circulam nas redes sociais e que “são do domínio público” vão ser “igualmente analisadas”, uma vez que do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, não há imagens de câmaras, sendo as que foram difundidas nas redes as únicas disponíveis.

“É mais difícil identificar A, B ou C [pelas imagens] do que no momento, se tivéssemos identificado alguém”, sublinhou a subcomissária, referindo também a necessidade de saber “se existe ou não qualquer situação, pois o cemitério pode ter dado autorização para a presença das motos”.

Uma viatura ligeira despistou-se cerca das 01:00 de 21 de fevereiro na Segunda Circular, junto ao Campo Grande, num acidente que causou a morte a três homens, com idades entre os 20 e os 40 anos, únicos ocupantes do carro.

O veículo capotou e embateu num poste de iluminação, que acabou por invadir as vias do sentido contrário (Benfica-Aeroporto), danificando um pórtico de painéis direcionais.

Na terça-feira, realizou-se o funeral dos três homens. Pelas 15:30, a PSP recebeu a informação sobre “um grupo elevado de motociclistas que acompanhavam uma cerimónia fúnebre em direção ao Cemitério dos Prazeres, na Estrela, e que efetuavam acelerações constantes e ruidosas, tendo dado entrada com os motociclos no referido cemitério, provocando elevado ruído e poluição”.

A subcomissária explicou à Lusa que, tendo em conta o local, e para evitar o surgimento de conflitos, os agentes da PSP “monitorizaram a situação, de forma a evitar que se alterasse a ordem e tranquilidade pública de outras pessoas”.

A PSP identificou algumas matrículas, nomeadamente de pessoas que estavam sem capacete, sendo agora enviadas “notificações para os proprietários dos veículos que ou assumem que estavam no local ou identificam quem conduzia o veículo”.

Ana Carvalho referiu que antes da situação no cemitério, cerca das 13:40, os polícias da esquadra de trânsito da Divisão Policial da Amadora abordaram um grupo de motociclistas sem capacetes na Avenida Dom Pedro V, na Damaia, depois de um alerta.

No comunicado enviado às redações, o Comando Metropolitano de Lisboa explicou que durante essa abordagem os polícias “foram cercados de forma hostil por mais motociclistas, que entretanto foram chegando, que os empurraram e tentaram impedir a fiscalização dos infratores, chegando até a tentar a agressão aos agentes”.

Tendo em conta que o número de policias era inferior ao dos desordeiros, a autoridade recorreu “à arma de fogo”, bem como “à aproximação da viatura policial, como forma de dissuasão”, tendo, no entanto, “havido continuadamente um aumento da hostilidade por parte dos intervenientes”.

De acordo com as autoridades, após a chegada de mais meios ao local “o grupo dispersou”. Perante a ausência de condições de segurança “não foi possível proceder à identificação de nenhum desordeiro”.

Na quarta-feira, a PSP remeteu ao Ministério Público o caso da paralisação de cerca de 150 automóveis na Segunda Circular na madrugada de domingo, para homenagear as três pessoas que morreram no acidente.

Entre as 00:05 e as 01:35 de domingo, concentraram-se cerca de 150 viaturas e 500 pessoas junto a um posto de abastecimento de combustível na Segunda Circular, no sentido Aeroporto – Benfica, cortando a via nos dois sentidos, segundo a PSP.

De acordo com a polícia, os condutores não obedeceram às ordens de remoção dos veículos e desimpedir o trânsito, tendo estes saído para a via.

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