“Toda a rede de gás natural (…), pela evolução do setor, pode correr o risco — se não forem encontradas alternativas — de se tornar ociosa, de não ter utilização”, disse João Conceição, durante uma intervenção da cerimónia de entrega do Prémio REN 2019, em Lisboa.

E COO da REN sublinhou, no entanto, que o gás natural “continua a ser um importante ‘backup'” do sistema energético e “uma importante fonte de energia” para os consumidores industriais.

Por essa razão, João Conceição considerou que ainda se justifica a utilização da infraestrutura de gás natural, “independentemente” de a REN estar “já a olhar para soluções de incorporação de hidrogénio” naquela rede.

“O caso do hidrogénio é um exemplo bastante interessante que nós na REN estamos a olhar com bastante atenção”, afirmou o responsável, acrescentando que “hoje não se produz hidrogénio porque é demasiado caro ou pouco competitivo em termos económicos”.

Considerando que o setor da energia vive um momento “absolutamente histórico e estruturante a todos os níveis”, o COO da REN advertiu que a transição energética tem de ser feita salvaguardando a “eficiência operacional” e a “eficiência económica”, podendo o gás natural contribuir, nomeadamente, para “dar respostas a alguns desafios tecnológicos”.

A cerimónia de entrega do Prémio REN 2019 decorreu hoje, em Lisboa, e contou com a presença, entre outros, do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, que encerrou a sessão, de Rodrigo Costa, presidente da REN, e de João Conceição, que participou com uma intervenção sobre “Os Desafios da Transição Energética para a REN”.

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