A Rússia mantém o bombardeamento constante da frente nordeste de Kharkiv para prender as forças ucranianas e impedir que estas sejam utilizadas para contra-ataques noutras regiões, disse esta sexta-feira o Ministério da Defesa britânico.

A cidade de Kharkiv, a segunda maior da Ucrânia, a cerca de 15 km da frente russa, tem sido constantemente bombardeada desde o início da invasão, uma vez que se encontra ao alcance da maior parte da artilharia russa, referem os britânicos num boletim de informação diário, citado pela Reuters.

Esta semana, 17 pessoas foram mortas e 42 ficaram feridas em dois ataques russos em Kharkiv, segundo o governador regional ucraniano.

Todavia, a Rússia continua a negar ter deliberadamente como alvo civis, no que chama uma "operação militar especial" na Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos —, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 16 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

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