“Pedro Nuno Santos quer abrir a porta aos extremistas de esquerda, ao BE e ao PCP. António Costa [primeiro-ministro] pôs os extremistas de esquerda no alpendre, à porta. Pedro Nuno Santos quer levá-los para dentro de casa e não é da casa dele, é da nossa, é do Governo de Portugal. Em nossa casa não queremos extremistas”, afirmou Rui Rocha durante um jantar com militantes no Porto para celebrar o 25 de novembro.

Dizendo “não valer a pena” falar do primeiro-ministro, por considerar que sua a carreira política “está terminada”, o líder da IL apontou críticas ao ex-ministro Pedro Nuno Santos.

“O problema de Pedro Nuno Santos não são apenas as companhias, é também a sua incompetência”, afirmou Rui Rocha, dando como exemplo os 3,3 mil milhões de euros “desbaratos na TAP”, os 500 mil euros de indemnização “decididos por ‘WhatsApp'” e a gestão do antigo ministro nos dossiês da habitação e ferrovia.

O líder da IL criticou também os atributos com que Pedro Nuno Santos se apresentou aos portugueses – “moderado, competente e de origens humildes” – dizendo que os mesmos “são falsos”.

Aos militantes, Rui Rocha admitiu que a “primeira missão” do partido nas eleições legislativas antecipadas, agendadas para 10 de março do próximo ano, é “derrotar o PS”.

“Há uma primeira condição, é que a IL vai sozinha a eleições”, afirmou, dizendo que os que defendem agora coligações “são os mesmos que estão preocupados com o sistema eleitoral, mas que não mudam de sistema”.

Rui Rocha afirmou, no entanto, que para “o sucesso” não basta derrotar os socialistas, mas ser preciso “ter um país muito diferente”.

“Queremos que os portugueses possam escolher entre coisas fundamentais. O dinheiro dos portugueses não é de Pedro Nuno Santos, não é de Mariana Mortágua [líder do BE] e não é de Paulo Raimundo [líder do PCP]”, acrescentou.

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