As primeiras projeções avançam que Vladimir Putin conquistou cerca de 73,9% dos votos e venceu as eleições por uma margem bastante confortável.

Na segunda posição, o candidato do Partido Comunista Pavel Groudinine obteve 11,2%, à frente do ultranacionalista Vladimir Jirinovski (6,7%) e da jornalista próxima da oposição liberal Ksenia Sobtchak (2,5%), no final de uma eleição que quase assumiu a forma de plebiscito e que permitirá ao Presidente russo manter-se no poder até 2024, altura em que terá 71 anos.

A vitória — apesar de previsível — é conquistada ainda com uma margem maior do que nas eleições de 2012, em que Putin venceu com 64% dos votos.

O grande ausente da eleição presidencial é o opositor número um do Kremlin, Alexei Navalny, o único com capacidade de mobilizar dezenas de milhares de pessoas, acusado pelas autoridades de “repetida violação” da lei sobre a organização de manifestações e proibido de concorrer ao escrutínio devido a uma antiga condenação judicial, que considera encenada pelo Kremlin.

A oposição russa e uma organização não-governamental (ONG) denunciaram hoje milhares irregularidades durante as eleições presidenciais na Rússia, visando sobretudo aumentar a participação no escrutínio.

A ONG Golos, especializada na vigilância das eleições e que tem no seu ‘site’ um "mapa das fraudes", deu conta de 1.839 irregularidades, como votações múltiplas ou entraves ao trabalho dos observadores.

A Golos disse ter recebido informações sobre empregadores e universidades que obrigaram trabalhadores e estudantes a votarem no seu local de trabalho ou estudo, em vez do domicílio, para “controlar a sua participação no escrutínio”.

Putin, 65 anos, vai assumir o quarto mandato presidencial após a sua primeira eleição em 2000, para além de ter assumido o cargo de primeiro-ministro entre 2008 e 2012.

Nos primeiros dois mandatos presidenciais cumpriu quatro anos, em cada um, à frente do Kremlin, tendo a duração dos mandatos sido ampliada para seis anos a partir de 2012.

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