Zacharopoulou, 46 anos, uma francesa de origem grega, foi eurodeputada desde 2019 e é secretária de Estado do Desenvolvimento, Francofonia e Parcerias Internacionais.

De acordo com o semanário francês Marianne, que revelou o caso, os alegados atos foram cometidos no contexto da sua profissão de ginecologista.

A primeira queixa foi apresentada no dia 25 de maio e o inquérito foi aberto dois dias depois, adiantou o Ministério Público, acrescentando que foi apresentada uma segunda queixa no dia 16 de junho, esta com factos que teriam ocorrido “num contexto médico” em 2016, segundo fonte próxima do processo.

Outros governantes franceses são acusados de violência sexual, como o ministro do Interior, Gérald Darmanin, alvo de uma denúncia de violação, considerada sem fundamento num primeiro momento, mas relançada e devido à qual o procurador pediu a sua demissão no início de 2022.

Mais recentemente, o ministro da Solidariedade, Damien Abad, foi acusado de violação. A procuradoria de Paris disse que não ia abrir uma investigação preliminar estando o processo “tal como está”.

O anúncio da investigação a Zacharopoulou surge numa altura complicada, dado as eleições legislativas, cuja segunda volta decorreu no domingo, terem retirado ao campo político do Presidente Emmanuel Macron a maioria absoluta na Assembleia Nacional.

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