Reivindicado por um grupo islâmico, o atentado-suicida foi perpetrado com uma carrinha carregada de explosivos que explodiu perto de uma coluna de 78 veículos transportando cerca de 2.500 membros da Central Reserve Police Force (CRPF), uma força paramilitar.

“A explosão foi forte”, disse o porta-voz da CRPF, Sanjay Kumar, citado pela agência noticiosa francesa AFP.

Outro responsável das forças indianas indicou, a coberto do anonimato, que o ataque também fez pelo menos 29 feridos.

A agência Press Trust of India (PTI) noticiou, por seu lado, que o atentado fizera mais de 39 mortos entre os membros da CRPF, que regressavam de uma licença.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, condenou “um ataque odioso” na rede social Twitter, acrescentando que "o sacrifício dos nossos bravos membros das forças de segurança não será em vão”.

O grupo islâmico Jaish-e-Mohammed, sediado no Paquistão, reclamou a autoria do atentado, ocorrido numa autoestrada, a cerca de 20 quilómetros de Srinagar.

Um porta-voz do grupo declarou a uma agência local que “o ataque-suicida” foi cometido por Aadil Ahmad, também conhecido como Waqas Commando, um militante bem conhecido na região.

Em 2001, um atentado-suicida em Srinagar com um veículo armadilhado que fez 40 mortos, incluindo os três autores, e cujo alvo era o parlamento local, foi também cometido pelo Jaish-e-Mohammed.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros indiano acusou de imediato o Paquistão num comunicado: “Este ato ignóbil e odioso foi cometido pelo Jaish-e-Mohammed, uma organização terrorista sediada no Paquistão e por ele apoiada”.

“A Índia tem a firme intenção de tomar todas as medidas necessárias para preservar a sua segurança nacional”, advertiu, acrescentando: “Exigimos que o Paquistão pare de apoiar os terroristas e os grupos terroristas que operam a partir do seu território”.

O Paquistão rapidamente negou qualquer envolvimento no atentado. “Rejeitamos firmemente qualquer insinuação por elementos da comunicação social e do Governo indianos que tentem ligar o ataque ao Paquistão sem que tenha havido uma investigação”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês.

Após o atentado, centenas de membros das forças governamentais cercaram 15 aldeias vizinhas e começaram a fazer buscas casa a casa, segundo um responsável da polícia e testemunhas.

A região de Caxemira é reivindicada tanto pela Índia como pelo Paquistão desde o fim da colonização britânica, em 1947. O total das forças indianas na parte controlada por Nova Deli é estimado em cerca de 500.000 efetivos.

Uma rebelião separatista mortífera destabiliza a Caxemira indiana desde 1989. A Índia acusa o Paquistão de apoiar de forma dissimulada as infiltrações na sua parte do território e a própria revolta armada, o que Islamabad sempre negou.

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