A vice-ministra da Defesa ucraniana Anna Malyar, citada pela BBC, confirmou que foi realizada uma “operação especial” para evacuar a fábrica e levar 53 pessoas gravemente feridas para Novoazovsk, em Donetsk, a fim de receberem assistência médica. Outros 211 soldados foram foram retirados por um corredor humanitário e levados para Olenivka, também sob domínio de forças pró-Rússia.

Anna Malyar disse ainda que as tropas libertadas foram trocadas por soldados russos capturados.

Zelensky também já se pronunciou sobre a retirada dos militares, num vídeo publicado nas redes sociais. Esta operação está a ser conduzida pelas Forças Armadas da Ucrânia, serviços secretos, uma equipa de negociação, o Comité Internacional da Cruz Vermelha e a ONU, segundo o presidente da Ucrânia.

"Quero reiterar que a Ucrânia precisa de heróis ucranianos vivos", disse Volodymyr Zelensky.

De acordo com a agência Reuters, a reportar no local, uma dúzia de autocarros saíram do complexo com soldados ucranianos.

A agência internacional não conseguiu determinar quantos quantos combatentes seguiam nos veículos, mas adiantava que os soldados de Azovstal receberão cuidados médicos num hospital em Novoazovsk, na autoproclamada república popular de Donetsk.

De acordo com o britânico The Guardian, que cita o comandante Denys Prokopenko, militar do batalhão Azov, os soldados estão a cumprir ordens para salvar vidas.

“Para salvar vidas, toda a guarnição de Mariupol cumpriu a ordem aprovada pelo comando militar e aguarda o apoio do povo ucraniano”, disse o batalhão Azov numa mensagem publicada nas redes sociais.

De acordo com o batalhão Azov, durante 82 dias, “os defensores de Mariupol cumpriram ordens, apesar das dificuldades, repeliram as forças avassaladoras do inimigo e permitiram que o Exército ucraniano se reagrupasse, treinasse mais pessoal e recebesse um grande número de armas dos países parceiros”.

O Ministério da Defesa russo anunciou hoje um acordo para retirar combatentes ucranianos feridos que se encontram entrincheirados no complexo siderúrgico de Azovstal, o último bastião da resistência ucraniana na cidade portuária de Mariupol.

“Um regime de silêncio [das armas] está em vigor atualmente e um corredor humanitário aberto, pelo qual os soldados ucranianos feridos estão a ser transportados para os estabelecimentos médicos de Novoazovsk”, em território controlado pelas forças russas e pró-russas, indicou o ministério russo em comunicado.

Segundo o texto, trata-se do resultado de negociações com representantes dos próprios militares ucranianos que estão escondidos numa rede de túneis no perímetro daquele gigantesco complexo industrial.

A Defesa russa não precisou quantas pessoas ainda serão retiradas do local.

De acordo com as autoridades ucranianas, encontram-se ainda lá cerca de 1.000 soldados, 600 dos quais feridos.

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