Num esforço de retoma à sua atividade dada a paragem causada pela pandemia da covid-19, a TAP anunciou em comunicado de imprensa que está "a repor gradualmente a sua operação".

A companhia aérea tem programados "cerca de 500 voos semanais de ida e volta, num total de 66 rotas" para agosto, aumentando para "700 voos por semana, num total de 76 rotas" em setembro.

No aumento da oferta para agosto estão incluídos 18 voos semanais para o Brasil, 20 voos para seis destinos na América do Norte, 44 voos para nove destinos em África, 329 voos para 30 cidades na Europa e 126 voos para seis aeroportos nacionais.

A empresa tem sido alvo de controvérsia dada a exiguidade de rotas de ida e volta para o Porto, sendo que a empresa aumentou as ligações na cidade nortenha. Em agosto, vão haver ligações a Ponta Delgada, Rio de Janeiro, Newark, Londres, Milão e  Zurique, que se juntam às ligações a Paris, Luxemburgo e ao Funchal  repostas em julho. Já em setembro, inicia-se a rota Porto – Amesterdão.

No entanto, em setembro, o número de rotas vai ter um aumento ainda maior, estimando a TAP que a retoma atinja "cerca de 40 por cento do que era a sua oferta normal no período pré-Covid".

Nesse mês, vão passar a haver 22 voos por semana para o Brasil, 30 voos em oito rotas na América do Norte, 59 voos para 13 cidades em África e no Médio Oriente, 498 voos para 35 cidades europeias e 159 voos entre seis cidades de Portugal.

"A lista de rotas e voos poderá ser ajustada sempre que as circunstâncias o exijam, face à dinâmica da evolução das imposições e restrições dos vários países, em virtude da evolução da pandemia, bem como da evolução da procura", avisa a companhia aérea, sendo que essa lista pode ser consultada aqui.

A empresa informa também que "ajustou as rotinas e implementou novos e reforçados procedimentos" dada a pandemia e que optou por prolongar a campanha "Reserve com Confiança" até 31 de agosto. "As reservas de lugares nos voos para os destinos da TAP beneficiam de uma alteração gratuita se forem feitas até ao dia 31 de Agosto", informa a empresa.

No passado dia 18 de julho, o Governo aprovou a concessão de um empréstimo de até 1.200 milhões de euros à TAP, em conformidade com a decisão da Comissão Europeia.

Além do empréstimo remunerado a favor do Grupo TAP de 946 milhões, ao qual poderão acrescer 254 milhões, sem que, contudo, o Estado se encontre vinculado à sua disponibilização, as negociações tinham em vista a aquisição, por parte do Estado Português, “de participações sociais, de direitos económicos e de uma parte das prestações acessórias da atual acionista da TAP SGPS, Atlantic Gateway, SGPS, Lda.”.

Desta forma, o Estado Português passa a deter uma participação social total de 72,5% e os correspondentes direitos económicos na TAP SGPS, pelo montante de 55 milhões de euros, referiu. O restante capital é dividido pelo empresário Humberto Pedrosa, com 22,5% do capital, e os trabalhadores (5%).

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