Para o atual presidente da concelhia, aquilo que vai ser decidido no dia 20 de janeiro “vai, provavelmente, condicionar mais de uma década de soluções autárquicas na cidade do Porto”, sublinhando que, em 2021, o partido não vencerá a câmara há quase um quarto de século, e que “poderá passar meio século”, caso os socialistas “não tenham cabeça no dia de votar".

“A ideia de que o PS pode voltar a um passado que já começa a ser mais distante e que os portuenses não reconhecem, que o PS não tem de se abrir à sociedade civil, que se basta a si próprio, que não tem de dialogar com alguém e a ideia, algo infantil, que nós faremos uns debates e vamos encontrar uma solução milagrosa para ganharmos a câmara em 2021, é um discurso que levará o PS do Porto ao desastre político em 2021”, apontou Barbosa Ribeiro.

Para o candidato, o partido tem que apostar no diálogo interpartidário e é isso que tenciona fazer desde os primeiros meses do mandato autárquico porque, caso contrário, no momento de tomar opções políticas, não terão “todas as opções disponíveis”.

“Esse tem sido o momento fatal do PS ao longo dos últimos anos, nas várias eleições autárquicas. Em cima das eleições começamos a olhar para as sondagens e vem sempre aquela solução milagrosa de uma coligação à esquerda. O problema é que, como esse caminho não é feito com orientação determinada, rumo sério e diálogo sereno e desempoeirado, obviamente essa solução nunca se coloca quando chega o momento decisivo. Essa é uma opção que tem de estar em cima da mesa e só esta candidatura está com capacidade para a cumprir”, indicou.

A apresentação da moção estratégica foi feita pelo socialista Rui Lage, que elaborou o documento e o definiu como “um projeto de renovação encabeçado por Tiago Barbosa Ribeiro”, enaltecendo que o PS/Porto “tem de perceber a cidade”, caso queira vencer as eleições autárquicas de 2021.

O programa assenta em sete pontos, começando pelo passado e futuro do partido, a interpretação da cidade e o futuro da mesma, a descentralização, o papel do PS/Porto na governação do país, a renovação da concelhia política e, por fim, a afirmação do partido como a principal força da oposição autárquica.

O cabeça de lista da candidatura “Pelo Porto” criticou ainda o seu opositor, Renato Sampaio, por querer instaurar um discurso de existir uma suposta “guerra intergeracional”, acusando-o de cobardia e falta de debate, e relembrou que na outra candidatura estão agrupados os “camaradas que levaram à derrota do PS”, em 2001, “através de uma luta de egos e personalidades”.

“Eu não conheço muitas carreiras políticas que tenham triunfado à sombra da cobardia política e fuga ao debate, mas tenho a certeza absoluta que nenhuma delas triunfou dentro do Partido Socialista e nenhuma delas fará parte do futuro do partido”, asseverou o candidato.

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