Num comunicado agora divulgado, o STI, presidido por Paulo Ralha, adianta que, numa primeira fase, o pré-aviso de greve vai abranger os últimos dias de cada mês até abril, altura em que o Conselho Geral da estrutura sindical vai reunir-se e avaliar a necessidade de agravar ou não as medidas de luta.

Além desta paralisação - em que o STI admite recorrer ao fundo de greve para minimizar o impacto do protesto no rendimento dos trabalhadores - está prevista uma greve a "todas as horas extraordinárias", nomeadamente as realizadas pelas brigadas com órgãos de polícia criminal fora do horário de trabalho, e várias greves distritais.

Entre as alfândegas e aeroportos que vão ser afetadas por estas greves distritais estão o Algarve, Açores, Setúbal, Lisboa e Madeira, ficando a cargo das respetivas direções regionais do STI o agendamento dos dias de paralisação.

Na origem desta nova frente de ações de luta - que se segue à greve que os trabalhadores dos impostos cumpriram nos últimos dias de 2018 - está a ausência de resposta ao processo de negociação das carreiras dos trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira.

O STI acentua que os protestos não são motivados por simples reivindicações salariais, mas para reclamar a reposição do vínculo por nomeação, a clarificação do estatuto de órgão de polícia criminal, ou ainda uma carreira "com regras claras, onde os concursos sejam o modo de atingir os cargos existentes".

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