Numa carta aberta dirigida a Theresa May, o ilusionista Uri Geller informou que "não vai permitir" que o Brexit, o divórcio do Reino Unido da União Europeia, tenha lugar.

A personalidade britânica, nascida em Israel, diz que "sente fisicamente e com muita força" que a maioria dos britânicos é contra o Brexit, e promete travar a saída telepaticamente, escreve o The Guardian.

"Eu gosto muito de ti, mas não vou permitir que conduzas o Reino Unido ao Brexit. Por muito que te admire, vou impedir-te telepaticamente de fazer isto — e eu acredito em mim e na minha capacidade de o conseguir. Antes de eu tomar esta atitude drástica, peço-te que pares o processo imediatamente, enquanto ainda tens hipótese."

Geller, que diz conhecer a primeira-ministra britânica há 21 anos, acrescentou: "três anos antes de te tornares primeira-ministra, eu previ a tua vitória quando te mostrei a colher de Winston Churchill no meu Cadillac e pedi que tocasses nela".

O ilusioniosta alega também estar a usar o poder da mente para garantir que "Jeremy Corbyn [líder do Partido Trabalhista] nunca terá as chaves para o número 10 de Downing Street [a residência oficial do líder do executivo britânico].

As capacidades paranormais de Uri Geller — que chegou a ser alvo de testes por parte da CIA — são contestadas.

A carta aberta é conhecida numa altura em que mais de 3,5 milhões de pessoas assinaram uma petição 'online', lançada a 21 de março, contra o Brexit.

Ativado pelo Governo britânico em 2017, o artigo 50.º do Tratado da União Europeia [procedimento que permite a um Estado-Membro retirar-se da UE] determina dois anos de negociação para a efetivação da saída, prazo que acaba a 29 de março deste ano e que está inscrito na legislação britânica.

No entanto, na sequência de um pedido de adiamento de Theresa May, os líderes europeus propuseram adiar o 'Brexit' até 22 de maio — caso Londres aprove o Acordo de Saída (chumbado já duas vezes no parlamento britânico), ou até 12 de abril, caso o texto seja novamente chumbado. A primeira ministra britânica aceitou, apesar do seu pedido inicial apontar para 30 de junho como data limite.

Qualquer prorrogação para além de 22 de maio exigiria que o Reino Unido realizasse eleições para o Parlamento Europeu, que acontecem a 26 de maio, mas May considerou, desde o primeiro momento, esta possibilidade "inaceitável".

"Eu não acredito que tais eleições sejam do interesse de ninguém. A ideia de que, três anos depois de votar a saída da UE, o povo deste país deveria ser convidado a eleger um novo grupo de deputados europeus é, penso, inaceitável", disse a primeira-ministra durante um debate semanal com deputados na Câmara dos Comuns.

Na ocasião — e mais tarde em declarações ao país — May indicou que o Governo pretende submeter, de novo e pela terceira vez, ao parlamento o Acordo de Saída negociado com Bruxelas, cuja aprovação o bloco europeu exige para aceitar o adiamento.

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