“Caso não alcancemos uma solução, o acordo será cancelado”, disse o chefe de Estado norte-americano, numa declaração a partir da Casa Branca para anunciar a estratégica da atual administração dos Estados Unidos em relação ao Irão e o acordo sobre o programa nuclear iraniano alcançado em 2015.

Apesar de manter o acordo, Trump afirmou que recusa-se a certificar o acordo, que qualificou como “um dos piores”. E insistiu que Teerão não respeita o espírito do documento.

Momentos antes desta declaração de Trump, o chefe da diplomacia norte-americana, Rex Tillerson, já tinha indicado que Washington não ia retirar-se do pacto multilateral, apesar deste não servir os interesses dos Estados Unidos.

O acordo nuclear entre o Irão e o grupo de países 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China – e a Alemanha) foi alcançado em julho de 2015 em Viena, ainda sob a alçada da administração do Presidente Barack Obama (democrata).

O acordo foi assinado com o objetivo de garantir a natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear iraniano.

Desde que entrou em vigor, a 16 janeiro de 2016, a administração americana certifica-se, a cada 90 dias, perante o Congresso, de que Teerão está a respeitar os termos acordados e se o pacto favorece o “interesse nacional” dos Estados Unidos.

Essa certificação é feita ao abrigo de uma lei aprovada pelo Congresso, conhecida pela sigla INARA.

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