Militares dos dois gigantes asiáticos têm tido enfrentamentos em diferentes pontos, distribuídas ao longo dos cerca de 3.500 quilómetros da sua fronteira comum, principalmente na região de alta altitude de Ladakh (norte da Índia).

“Informámos a Índia e a China de que os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a mediar ou arbitrar a disputa da fronteira que em curso atualmente”, disse Donald Trump, numa mensagem publicada no Twitter.

Segundo fontes de segurança indianas, centenas de soldados chineses invadiram uma área em Ladakh, considerada por Nova Deli como parte do seu território, disputado pela China.

Há duas semanas, na região de Sikkim (leste da Índia), soldados de ambos os países foram feridos em confrontos físicos em outra área de fronteira.

Trump já se tinha oferecido, no ano passado, para mediar o conflito entre a Índia e o Paquistão sobre a região de Caxemira, mas Nova Deli considerou que se trata de uma questão bilateral e rejeitou firmemente a iniciativa.

Na semana passada, a secretária de Estado norte-americana para o sul da Ásia, Alice Wells, interpretou o confronto indo-chinês como um sinal de que a China está a tentar atrapalhar o equilíbrio regional e pediu +ara que o país “tente resistir a esse impulso”.

Em 2017, soldados indianos e chineses passaram 72 dias num planalto estratégico dos Himalaias, na região do Butão, tendo as conversações conseguido uma retirada dos militares de ambos os lados.

A Índia e a China têm várias disputas territoriais, nas regiões de Ladakh e Arunachal Pradesh.

Os dois países envolveram-se numa guerra relâmpago em 1962, na qual os soldados indianos foram rapidamente derrotados pelas tropas chinesas.

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