O super-tufão — que deverá chegar a Macau nas próximas horas — atingiu a costa filipina pela 01:40 (18:40 de Lisboa), segundo o serviço de meteorologia PAGASA.

Pouco antes da chegada do Mangkhut, de categoria 5, a máxima, o Centro Nacional de Gestão de Desastres (NDRRMC) elevou o nível de alerta em todas as regiões do norte do país, onde o embate do tufão será mais violento.

Mais de 9.000 pessoas foram retiradas das suas casas, próximas da costa, e foram criados mais de 2.100 refúgios na metade norte da ilha de Luzón.

O porta-voz do NDRRMC, Edgar Posadas, anunciou hoje em conferência de imprensa que o Mangkhut, o maior tufão que atingiu as Filipinas num lustro, afetará cerca de 5,2 milhões de filipinos que vivem num raio de 125 quilómetros da sua trajetória.

As autoridades filipinas advertiram de que o impacto do Mangkhut pode ser tão destruidor como o do Haiyan, um super-tufão que fez mais de 7.000 de mortos e 16 milhões de vítimas de danos materiais em novembro de 2013.

O Governo filipino assegurou estar preparado e mobilizou 30 milhões de dólares (cerca de 27 milhões de euros) para a resposta de emergência.

O Presidente filipino, Rodrigo Duterte, reuniu-se hoje novamente com o centro de comando do NDRRMC para rever a resposta conjunta de todas as agências governamentais e enviou membros do seu gabinete às províncias em alerta para coordenarem em primeira mão as operações de emergência.

A Cruz Vermelha Filipinas também enviou equipas de resposta rápida para a zona, onde conta com mais de 30.000 voluntários para fazer rapidamente um balanço de danos após a passagem do tufão e poder o quanto antes emitir um apelo de ajuda financeira à comunidade internacional.

A organização humanitária estima o possível número de afetados pelo tufão em dez milhões, se se tiver em conta a quantidade de pessoas que vivem da agricultura em Luzón e que sofrerão graves prejuízos nas suas colheitas.

As Filipinas são anualmente atingidas por entre 15 e 20 tufões durante a temporada das chuvas, que este ano começou a 8 de junho e costuma terminar entre novembro e dezembro.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.