Em contacto telefónico com a agência Lusa a partir de Ancara, capital do país, Duarte Marques explicou que, entre hoje e sábado, há "fase prévia" de "preparação, estudo e análises" do referendo, com "auscultação de peritos" e diálogos, por exemplo, com "partidos e instituições que estão a organizar" o sufrágio.

"Se o espaço foi dado a todos da mesma forma na comunicação social, se os meios são os mesmos" são algumas preocupações que os enviados do Conselho da Europa vão ter, concretizou ainda o português, que, no domingo, estará em Istambul a acompanhar uma mesa de voto.

O Conselho da Europa é uma organização que congrega 47 países, incluindo os 28 da União Europeia e, na segunda-feira, dia imediatamente a seguir ao referendo, haverá uma primeira apresentação de conclusões da missão de observação no terreno.

"A Turquia é um dos Estados-membros desde o início, desde os anos 1960. Estamos cá [como observadores] a convite do governo da Turquia. (...) Somos a única delegação de deputados nacionais eleitos a acompanhar estas eleições", frisou ainda o parlamentar do PSD Duarte Marques.

Para domingo, está agendado na Turquia um referendo que poderá vir a reforçar os poderes do Presidente Recep Tayyip Erdogan - várias empresas de sondagens indicam que o "sim" e o "não" estão praticamente empatados, registando uma diferença entre um e meio ponto percentual.

As sondagens têm revelado que dentro dos eleitores tradicionais do partido no poder, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), existe um setor descontente com a reforma proposta por Erdogan. Mas este grupo não se manifesta abertamente contra a "sua" força partidária e um cenário com muitos votos escondidos contra a reforma constitucional não deve ser descartado.

As opiniões também estão muito divididas no seio do Partido do Movimento Nacional (MHP), aliado do AKP do Erdogan.

Os líderes ultranacionalistas fazem campanha pelo "sim", mas uma boa parte das bases desta força política contestam o modelo presidencialista.

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