“As tensões são intensificadas por anúncios e ações concretas dos Estados Unidos e da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte]”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, aos jornalistas que lhe pediram um comentário ao envio de tropas da Aliança Atlântica.

Peskov criticou o que considerou ser uma “histeria” na Europa, depois de, nas últimas semanas, se terem multiplicado os alertas em relação a uma eventual invasão russa da Ucrânia.

O porta-voz do Kremlin também considerou “muito altos” os riscos de uma ofensiva de Kiev contra separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, onde os dois lados se enfrentam desde 2014 num conflito que provocou mais de 13 mil mortos.

“De facto, as autoridades ucranianas estão a concentrar um nível considerável de forças e meios na fronteira com as repúblicas separatistas pró-russas”, alegou Peskov, considerando que a situação “sugere a preparação de ações ofensivas” de Kiev.

"Tudo isso leva a uma situação em que as tensões estão a aumentar”, indicou, sublinhando que a atual “atmosfera agressiva” na Europa é “uma realidade”.

A Rússia é acusada pelo Ocidente de ter reunido dezenas de milhares de soldados nas fronteiras ucranianas em preparação para um ataque.

Moscovo nega qualquer plano nesse sentido e exige garantias para a sua segurança, incluindo a rejeição da adesão da Ucrânia à NATO, o fim do alargamento da Aliança e dos destacamentos militares para a Europa de Leste, reivindicações inaceitáveis para o Ocidente.

Os Estados Unidos devem, após várias rondas de negociações, apresentar à Rússia respostas “escritas” sobre a questão até o fim da semana.

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