Um ministro regional figura entre as vítimas do ataque de dois carros-armadilhados a uma base militar em Beledueine, no qual 35 pessoas ficaram feridas.

“Os recentes ataques a funcionários do Governo, forças de segurança, socorristas e civis inocentes em Beledueine ressaltam a imprudência do Al-Shebab após o sucesso das operações de segurança contra o grupo nos últimos meses”, disse em comunicado o alto representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell.

A UE “mantém-se firme” nos seus esforços para apoiar o Governo Federal e o estado somali de Hirshabelle “nos seus esforços contínuos para libertar as comunidades que sofreram durante demasiado tempo sob o domínio do Al-Shebab e para garantir que se ofereça às comunidades libertadas o apoio e assistência que desesperadamente precisam”, acrescentou Borrell.

“A União Europeia reafirma o seu papel de forte apoiante do processo de construção do Estado da Somália e de parceiro para a paz e a segurança”, concluiu.

O ataque ocorreu horas depois de o Governo somali anunciar que um importante líder do Al-Shebab, Abdullahi Nadir, cofundador da organização, morreu no sábado numa operação antiterrorista na Somália.

A morte do líder fundamentalista ocorreu depois de o Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, ter declarado em 23 de agosto “guerra total” para “eliminar” o Al-Shebab, cujos membros ocuparam dias antes um conhecido hotel em Mogadíscio durante 30 horas em que morreram 21 pessoas.

Desde então, várias operações militares, apoiadas pelos Estados Unidos, foram desencadeadas contra os fundamentalistas, e de que resultou na eliminação de “mais de uma centena de membros” do Al-Shebab, segundo o Governo somali.

O Al-Shebab, um grupo ligado à rede Al-Qaida desde 2012, muitas vezes perpetra ataques terroristas na capital somali, Mogadíscio, e noutras partes da Somália para derrubar o Governo central – apoiado pela comunidade internacional – e estabelecer pela força um Estado Islâmico Wahhabi (ultraconservador).

A Somália vive em estado de guerra e no caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um Governo eficaz e nas mãos de milícias e senhores da guerra islâmicos.

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