Os factos ocorreram numa manifestação em La Guinera, no município de Arroio Naranjo, na zona sul de Havana.

De acordo com a ACN, o protesto de segunda-feira, num dos bairros mais pobres da capital, foi veiculado em vários vídeos nas redes sociais, apesar de o Governo manter o acesso à Internet móvel cortado desde domingo.

Nas imagens, dezenas de pessoas são vistas a avançar pelas ruas a gritar palavras de ordem como: “Liberdade” ou “O povo unido nunca será vencido”.

Segundo a versão da ACN, citada pela agência noticiosa EFE, os manifestantes “provocaram desordem e tentaram dirigir-se à sede da Polícia Nacional Revolucionária (PNR), com o objetivo de atacar as forças de segurança e danificar as instalações”.

Os meios de comunicação pró-governo acusa os manifestantes de atacarem os policiais com pedras e facas, vandalizar casas, atear fogo em contentores e danificar linhas de transmissão.

Garantem ainda, de acordo com a EFE, que a vítima mortal tinha “antecedentes de desacatos, furtos e conduta desordeira” e que as autoridades estão a investigar as circunstâncias do óbito.

A manifestação de La Guinera ocorreu um dia depois de milhares de pessoas terem saído às ruas para protestar contra o governo de Miguel Díaz-Canel, a quem culpam pela falta de alimentos e remédios, cortes de energia e o pior surto de covid-19 desde o início da pandemia.

Segundo a organização internacional Human Rights Watch, mais de 150 pessoas terão sido detidas ou estão desaparecidas.

O Movimento San Isidro, que defende a expressão artística cubana, publicou uma lista de ativistas que terão sido detidos pelas autoridades.

Entre os detidos está a jornalista Camila Acosta, de acordo com o chanceler espanhol, José Manuel Albares, que pediu a sua libertação.

No domingo, jornalistas da CNN testemunharam várias pessoas a serem detidas à força e atiradas para as traseiras de carrinhas em Havana.

Até ao momento, o governo cubano não disse quantas pessoas foram presas ou feridas nos protestos.

As manifestações que começaram no domingo em Cuba são as maiores naquele país das Caraíbas, desde o “Meleconazo”, ocorrido em agosto de 1994, em Havana.

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