"A partir da segunda-feira fica sem efeito o Plano de Administração de Carga (cortes do serviço) e a operação será normalizada durante as 24 horas do dia", destacou Maduro na sexta-feira, durante um evento em Caracas.

As medidas de racionamento foram adotadas por causa da pior seca que a Venezuela enfrentou em 40 anos pelo fenómeno El Niño. Esta situação gerou uma severa crise elétrica que levou o governo a impor apagões em quase todo o país, a reduzir drasticamente a jornada de trabalho no setor público e antecipar em 30 minutos o horário oficial. O presidente não informou se o setor público voltará a trabalhar em horário normal.

Maduro lembrou que a Venezuela esteve a "seis dias de um colapso" no sistema elétrico, mas que com o início da temporada de chuvas, a emergência foi-se dissipando. "Recuperamos a barragem El Guri e estamos em condições de fornecer um serviço elétrico que funcione de forma natural. Isto sim, atendendo à sabotagem elétrica", indicou.

Durante a crise energética, o governo denunciou um plano de sabotagem por parte da oposição, que deixou pelo menos três mortos. As vítimas foram três homens que morreram eletrocutados, denunciou na passada semana o ministro de Energia Elétrica, Luis Motta.

Os adversários de Maduro, que fazem campanha para um referendo revogatório, negaram as tentativas de sabotagem e culparam pela emergência o governo, devido à corrupção e à falta de manutenção da infraestrutura. Além do fim dos racionamentos, o chefe de Estado anunciou um plano para substituir dois milhões de aparelhos de ar condicionado por sistemas similares que gastem menos energia.

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