A primeira morte ocorreu em San Diego, no Estado de Carabobo (centro do país) e a vítima foi identificada como Hecder Lugo Pérez, de 22 anos.

A morte foi confirmada pelo alcaide de San Diego, Enzo Scarano, que explicou aos jornalistas que a vítima faleceu numa clínica local.

O jovem, segundo a imprensa local, foi atingido por um tiro de arma de fogo na cabeça, na noite da última quinta-feira, quando participava num protesto e um grupo de motociclistas armados, alegados paramilitares, que entraram a uma residência da localidade e depois dispararam contra os manifestantes, ferindo a pelo menos quatro pessoas.

Na cidade de Valência, capital do Estado de Carabobo, segundo fontes empresariais, pelo menos 98 estabelecimentos comerciais foram saqueados esta semana, uma dezena deles de portugueses. Também uma fábrica de cerveja, uma de massa e uma produtora de cimento.

A situação mantém-se tensa, várias viaturas têm sido incendiadas por manifestantes, levando à paralisação do transporte de mercadorias.

Por outro lado, em Maracaibo, a oeste do país, faleceu o jovem Miguel (Mike) Medina, de 20 anos. A vítima foi ferida na última quarta-feira durante protestos no setor Pomona daquela cidade.

Fontes não oficiais revelam que a vítima foi vítima de um tiro no abdómen e foi levado para o Hospital Geral do Sul, onde foi submetido a uma operação, falecendo hoje na sequência de um choque hemorrágico.

Os familiares do jovem responsabilizam a Polícia de Maracaibo pelo acontecimento.

As manifestações contra e a favor do Presidente Nicolás Maduro, intensificaram-se desde há um mês na Venezuela, durante os quais mais de 500 pessoas ficaram feridas e mais de 1.300 foram detidas.

A oposição reclama a libertação dos presos políticos, a convocação de eleições gerais, o fim da repressão e manifesta-se ainda contra duas sentenças do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que limitam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assume as funções do parlamento.

No dia de hoje milhares de pessoas saíram às ruas de várias cidades, contra a convocatória para uma Assembleia Constituinte, feita na última segunda-feira, por Nicolás Maduro.

Segundo a aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) a convocatória “é uma fraude, é inconstitucional e implica o fim da democracia”.

Na segunda-feira, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou os venezuelanos para elegerem uma Assembleia Nacional Constituinte cidadã, para, justificou, preservar a paz e a estabilidade da República, incluir um novo sistema económico, segurança, diplomacia e identidade cultural.

Segundo Nicolás Maduro, como parte das suas “atribuições constitucionais” está a reforma do Estado venezuelano, modificar a ordem jurídica, permitindo esta convocatória a redação de uma nova Constituição.

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