"O senhor Presidente da República, ao afirmar essa vontade, está a ir ao encontro daquilo que é um desejo que os portugueses têm de que, no plano da Concertação Social, no plano dos parceiros sociais, se produza um maior consenso possível", afirmou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, no parlamento.

Vieira da Silva, que falava aos jornalistas no final de uma audição conjunta nas comissões do Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e do Trabalho e Segurança Social, comentava a decisão de Marcelo Rebelo de Sousa, que na segunda-feira vai receber os parceiros sociais, em Belém, no âmbito de uma tentativa de um acordo de médio prazo em sede de Concertação Social.

"Não é uma tarefa fácil, sabemos que há visões contraditórias, há interesses contraditórios, tenho dedicado grande parte da minha vida a lutar por esses acordos, tive a felicidade de participar nalguns deles, nunca desisto de os alcançar", salientou o ministro da tutela.

E acrescentou: "Sei bem que é uma tarefa difícil, e a voz do Presidente é uma voz que reforça, e estou certo de que reforça a disposição para o consenso".

O Presidente da República vai receber os parceiros sociais na segunda-feira, em audiências que começam às 11:00, com o presidente do Conselho Económico e Social, Correia de Campos, e se prolongam até ao final do dia.

De acordo com a agenda divulgada por Belém, depois do presidente do CES, o chefe de Estado vai receber às 14:00 uma delegação da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), às 15:00 a CGTP, às 16:00 a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), às 17:00 a UGT, às 18:00 a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e às 19:00 a Confederação do Turismo Português (CTP).

Hoje, questionado sobre estes encontros, o Presidente da República disse esperar "recetividade por parte dos parceiros patronais e laborais" para que haja "um entendimento, pequeno que fosse, a médio prazo", para o país.

"Eu espero dizer que seria importante para o país um entendimento, pequeno que fosse, a médio prazo, a 2019 ou 2020. Vamos ver se é possível haver a recetividade por parte dos parceiros patronais e laborais", respondeu aos jornalistas, no final da cerimónia de abertura solene do Ano Letivo da Escola Naval e encerramento das Jornadas do Mar 2016, que decorreram na Escola Naval, em Almada

Na terça-feira, em Viseu, Marcelo Rebelo de Sousa tinha anunciado que pretendia receber na próxima semana todos os parceiros sociais para debater a necessidade de um acordo de Concertação Social que inclua, entre outros pontos, o salário mínimo nacional.

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