“Continuaremos a defender a honra desportiva da Rússia e de todos os nossos atletas”, assegurou, durante uma cerimónia no Kremlin de condecoração aos medalhados nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul.

A Rússia foi banida das principais competições desportivas internacionais depois de publicado o relatório McLaren, que denunciou um sistema de doping generalizado e institucional, patrocinado e estimulado pelas autoridades e que teve como expoente máximo os Jogos de Inverno de Sochi, que o país organizou em 2014.

Este foi o detonador para o escândalo que afastou a seleção dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio2016 e que se manteve nos Jogos de Inverno de Pyeongchang, em que a Rússia esteve representada por alguns atletas “limpos”, mas a competir sob a alçada da bandeira e hinos do Comité Olímpico Internacional.

Putin apregoou um “desporto livre da política e de critérios duplos” e prometeu “provar pelos atos a fidelidade da Rússia aos ideais desportivos”.

“Nem a forte pressão... nem a proibição de símbolos nacionais nos vão quebrar”, vincou, lamentando a ausência da maioria dos desportistas russos nos grandes eventos olímpicos.

O governante prometeu “fazer tudo para apoiar as pessoas valentes e honestas” e anunciou a organização em 2018 de uma competição para atletas paralímpicos russos com prémios “comparáveis” aos dos Jogos de Pyeongchang.

“Tentámos provar a todos que somos atletas limpos, que apoiamos um desporto honesto”, disse o biatleta Mikhalina Lysova, que ganhou duas medalhas de ouro nos recentes paralímpicos.

Marta Zaynullina, que conquistou uma prata e dois bronzes, disse que “o hino e a bandeira nacional foram removidos”, mas enfatizou que ambos estavam nos “corações” dos atletas russos.

O escândalo de doping levou a que o Comité Olímpico da Rússia também fosse excluído em dezembro, sendo que apenas os atletas considerados ‘limpos’, e escolhidos por uma comissão do COI, foram autorizados a competir.

No final de fevereiro, o COI levantou a suspensão ao seu afiliado.

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