Youri Ganus, diretor da Agência Antidopagem da Rússia (RUSADA), escreveu a Stanislav Pozdnyakov, presidente do COR, para reforçar que as medidas que propõe devem ser tomadas de imediato para assegurar a presença do país nos Jogos Olímpicos de 2020.

A saída de Shlyakhtin é apenas a ponta de uma 'revolução global', em que também se equaciona a saída de todos os outros responsáveis da AFAR e dos treinadores da seleção nacional de atletismo.

"Se mantivermos a AFAR no estado em que ela está, isso deixar-nos-á poucas possibilidades de ver os nossos atletas a competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, sem passar por restrições", escreveu Ganus.

Por outro lado, Ganus sugere um grupo de trabalho internacional composto por especialistas de atletismo do país nunca ligados ao doping e peritos estrangeiros, para levar à reintegração da AFAR no seio da associação internacional da modalidade, a IAAF.

A Rússia foi suspensa pela IAAF em 2015, após a descoberta de um amplo caso de doping institucional. A suspensão foi depois reconfirmada pela IAAF em março deste ano.

No ano passado, o Comité Olímpico Internacional (COI) proibiu a Rússia de participar nos Jogos Olímpicos de inverno de Pyeongchang, Coreia do Sul, mas alguns dos atletas sem antecedentes de dopagem acabaram por ser autorizados a competir, sob bandeira neutra.

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