A posição, anunciada pelo presidente do COI, Thomas Bach, após a reunião da comissão executiva da instituição, responde aos múltiplos alertas de desportistas bielorrussos desde outubro, que se dizem perseguidos pelas suas posições políticas divergentes.

Para o COI, “a direção atual do comité nacional olímpico” da Bielorrússia, presidida pelo próprio Lukashenko, “não protegeu de forma apropriada os atletas contra essa discriminação política”.

Ficam suspensos provisoriamente os membros atualmente eleitos da comissão executiva do CNO da Bielorrússia, até que uma nova seja eleita em fevereiro de 2021. O principal sancionado é Lukashenko, mas a medida também atinge o filho, Viktor, que é vice-presidente, entre outros.

O COI suspende também as transferências de fundos, com exceção dos pagamentos ligados à preparação dos atletas para os Jogos de Tóquio e Pequim (inverno em 2022), com as bolsas a serem pagas diretamente aos atletas.

Por outro lado, o COI vai pedir às federações internacionais que assegurem que todos os atletas bielorrussos possam participar nas provas de qualificação olímpica, “sem discriminação política”.

Em setembro, a basquetebolista Yelena Leuchanka foi condenada a 15 dias de prisão por ter participado em manifestações contra Lukashenko e, em agosto, mais de 300 atletas de elite, incluindo medalhados olímpicos, assinaram uma carta aberta a denunciar a fraude eleitoral no país.

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