Quando o speaker do estádio do Parque dos Princípes, casa do Paris Saint-Germain, anunciou o nome de Neymar como um dos jogadores que iam entrar em campo, no onze inicial, os adeptos do emblema parisiense fizeram-se ouvir com um gigante coro de assobios.

Os adeptos estavam ressentidos e não era para menos. Neymar foi protagonista da maior novela do mercado de transferências deste verão, uma trama que envolveu o craque e alguns dos maiores emblemas mundiais, entre eles o FC Barcelona, antiga equipa do avançado da canarinha, e que tinha como propósito, cumprir a vontade do internacional brasileiro em deixar Paris.

Mas nem sempre as novelas terminam com um final feliz para o ator principal, e o 10 do PSG acabou por ficar na capital francesa depois de nenhuma das negociações ter chegado a bom porto. Os adeptos não gostaram que aquela que foi a transferência mais cara do clube - e da história do futebol - quisesse sair e, cada vez que o avançado tocava na bola, assobiavam-no.

O jogo propriamente dito também não ajudava a uma melhoria das relações entre ambas as partes, com o nulo a persistir durante 90 minutos. Foi só para lá do tempo regulamentar que se deu uma daquelas coisas mágicas do futebol, que faz dos vilões heróis. Neymar, com um pontapé de bicicleta, deu a vitória ao Paris Saint-Germain sobre o Strasbourg e levantou o estádio, com os adeptos, numa explosão de alegria, a ovacionar o brasileiro.

Este foi a quinta jornada do campeonato francês, mas a primeira para curar uma relação que se fez tumultuosa entre os adeptos do PSG e Neymar, confirmando assim o conteúdo de uma das tarjas expostas nas bancadas e dirigidas ao brasileiro em que se podia ler: “o caminho para a redenção vai ser muito longo”.

"Não tenho nada contra os adeptos, nada contra o Paris Saint-Germain, mas todos sabem que me queria ter ido embora. É hora de virar a página. Hoje sou jogador do PSG e vou dar tudo em campo", disse o jogador na zona mista, acrescentando que não precisava que gritassem o seu nome ou que ali estivessem por ele,  afirmando que deseja que os adeptos "estejam ali pelo PSG".

A verdade é que o PSG somou três pontos e lidera o campeonato com 12, em cinco jogos, seguido do Rennes, Lille, Nice e Angers, todos com nove pontos, ainda que os jogos do Rennes e do Nice estejam a decorrer em Brest e em Montpellier, respetivamente.

(Artigo atualizado com as declarações de Neymar na zona mista às 20:30)

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