“Continuamos a aguardar, uma vez que o presidente da MAG chamou mentiroso ao presidente do CD [Bruno de Carvalho] dizendo que nunca foi proposta uma comissão de gestão, que o presidente da MAG explique porque convidou Luís Gestas e, por intermédio dele, Luís Roque, mais um terceiro elemento à escolha deles para integrarem a referida comissão de gestão, também ela ilegal”, disse o porta-voz da direção, Fernando Correia, na leitura de um comunicado.

No mesmo texto, a direção do Sporting reafirma que não reconhece legalidade e legitimidade a uma eventual comissão de fiscalização designada pela MAG para substituir o Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) e sublinha que, por esse motivo, não permitirá o acesso dos seus elementos às instalações do clube.

“Não permitiremos o acesso das pessoas que venham a fazer parte dessa eventual comissão aos escritórios e serviços do clube. Como já referimos por diversas vezes, estamos a aguardar que os serviços jurídicos do Sporting verifiquem da legalidade de tudo o que se tem passado, mas afirmamos que consideramos absolutamente ilegal a decisão de nomear uma comissão de fiscalização em vez de serem marcadas, como mandam os estatutos, eleições para os órgãos demissionários no prazo de 45 dias desde a data das renúncias, ou seja, até 01 de julho”, afirmou a direção.

O CD lamenta ainda que “a MAG esteja mais uma vez a violar os estatutos e os regulamentos, enviando mensagens particulares a funcionários do clube, quando se sabe que qualquer assunto ou pedido que queira fazer tem de ser realizado de modo formal ao Conselho Diretivo, que está em funções”.

“Continuamos a aguardar que seja explicado aos associados do clube pelos membros da MAG e do CFD demissionários quais as razões de terem recusado que a última reunião entre órgãos sociais fosse gravada. É que, como diz o povo, quem não deve não teme”, disse.

Esta comunicação acontece um dia depois de a MAG ter afirmado que, à luz do artigo 37.º dos estatutos do clube, o mandato do CFD cessou com a renúncia da maioria dos seus membros, e que, de acordo com o artigo 41.º, vai nomear uma comissão de fiscalização para evitar vazio neste órgão até novas eleições.

A crise que se vive no Sporting iniciou-se no dia 15 de maio, quando cerca de 40 alegados adeptos encapuzados invadiram a Academia do Sporting, em Alcochete, e agrediram alguns jogadores e elementos da equipa técnica.

A GNR deteve 23 dos atacantes, que ficaram em prisão preventiva depois de terem sido ouvidos no tribunal de instrução criminal do Barreiro.

Paralelamente, no âmbito de uma investigação do Ministério Público sobre alegados atos de tentativa de viciação de resultados em jogos de andebol e futebol, tendo como objetivo o favorecimento do Sporting, foram constituídos sete arguidos, incluindo o ‘team manager’ do clube, André Geraldes.

Na sequência destes acontecimentos, os elementos da MAG, a maioria dos membros do CFD e parte da direção apresentaram a sua demissão, defendendo que Bruno de Carvalho não tinha condições para permanecer no cargo.

De seguida, realizaram-se duas reuniões da MAG e membros do CFD com a direção, que culminaram com a decisão anunciada por Jaime Marta Soares de marcar uma Assembleia Geral para votar a destituição do órgão liderado por Bruno de Carvalho.

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