Osaka, de 23 anos, renunciou ao torneio após vencer na primeira eliminatória, e já depois de ter dito que não participaria em conferências de imprensa, justificando que as questões deixavam muitas vezes os atletas a duvidarem de si próprios.

A tenista, que não competiu em Wimbledon, quando lidava com os seus problemas de ansiedade, participou posteriormente nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, mas foi na segunda-feira, em Cincinnati, que esteve na primeira conferência no habitual formato.

“Era algo que precisava de fazer por mim. No início, fiquei em casa durante algumas semanas, sentia constrangimento em sair, não sabia se as pessoas iriam olhar para mim de forma diferente”, justificou.

Um sentimento que mudou com a participação nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 e com o apoio que sentiu.

“O esclarecimento aconteceu na ida aos Jogos Olímpicos, quando os atletas vinham ter comigo e diziam estarem felizes pelo que eu tinha feito. Depois de tudo isso fiquei orgulhosa do que fiz e penso que era algo que tinha de ser feito”, acrescentou.

Na última semana a tenista, cujo pai é haitiano, anunciou que irá oferecer a totalidade dos seus ganhos em Cincinnati às vítimas do sismo no Haiti, e a conferência de segunda-feira precedeu a entrada em prova.

Ainda na conferência, a tenista não evitou as lágrimas depois de responder a uma pergunta em que disse estar a tentar encontrar um ‘equilíbrio’, e teve de se ausentar da sala durante alguns minutos.

Quando questionada, Naomi Osaka disse ainda que nos Jogos mandou uma mensagem a Simone Biles, que também se debateu com questões emocionais durante Tóquio2020, mas que quis dar espaço à ginasta, por saber como as coisas podem ser intensas.

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