O número um nacional, 51.º tenista do ranking mundial, não resistiu à consistência do ‘wild card’ belga, quarto pré-designado da prova lusa em terra batida, que selou o triunfo e consequente acesso aos quartos de final em uma hora e 20 minutos.

Na próxima fase, o atual 25.º classificado do ranking mundial vai defrontar o vencedor do embate entre o tunisino Malek Jaziri e o argentino Leonardo Mayer, que se realiza ainda hoje.

No Clube de Ténis do Estoril, os dois jogadores encontraram-se pela sétima vez, com uma vantagem no confronto direto a pender para o belga (4-2), mas com a última vitória creditada no saldo de João Sousa, quando este venceu no Masters 1000 de Miami, em 2018.

Atendendo ao historial entre ambos e ao fator casa do vimaranense, o favoritismo era repartido até à entrada em ‘court’, mas cedo o campeão em título, de 30 anos, começou a vacilar e a passar por dificuldades, sobretudo nos seus jogos de serviço.

Num primeiro ‘set’ em que sofreu dois ‘breaks’ muito cedo (nos terceiro e quinto jogos), em apenas 16 minutos de encontro, João Sousa permitiu a David Goffin, 28 anos, ganhar mais confiança e impor maior velocidade às bolas, sofrendo as consequências nos sétimo e nono jogos, em que viu o parcial ser fechado por 6-3, depois de só ter conseguido devolver dois ‘breaks’.

E se a primeira partida foi repleta de ‘breaks’ e contra ‘breaks’ - no total foram seis -, o segundo ‘set’ não teve grande história. David Goffin, mais assertivo, constante e menos errático, manteve um nível de jogo superior e João Sousa, embora tenha tentado encontrar soluções para contrariar a superioridade adversária, não foi capaz de evitar duas quebras de serviço, o suficiente para entregar o passe para os quartos de final.

A história do ainda campeão em título João Sousa, que no primeiro ‘set’ só conseguiu concretizar 48 por cento de primeiros serviços e na segunda partida 58 por cento, termina assim na segunda ronda da quinta edição do Estoril Open.

João Sousa reconhece superioridade de Goffin e “falta de soluções” na eliminação

“O David esteve muito bem e demonstrou porque já esteve no top-10 mundial. Não consegui encontrar soluções para tentar virar o encontro a meu favor, não consegui jogar taticamente da forma que tinha pensado, mas também é mérito do David, que foi melhor do que eu, conseguiu jogar a um nível mais alto e é merecedor desta vitória”, analisou o número um nacional, na conferência de imprensa após a derrota.

O vimaranense mostrou-se “surpreendido” pelo ténis apresentado pelo quarto cabeça de série, porém frisou que “jogadores como Goffin conseguem jogar a grandíssimo nível”.

Sobre a dificuldade na resposta ao serviço do ‘wild card’ belga, João Sousa admitiu que lhe faltou “acutilância e agressividade”.

“O David é um jogador que não serve muito rápido, mas serve muito colocado. Gosta de jogar com grande percentagem no primeiro serviço, mas taticamente jogou muito bem. Hoje não respondi bem, não consegui ser acutilante nem agressivo. Nunca fui eu a controlar o jogo e isso é mais mérito dele”, declarou.

O tenista português lamentou ainda que não tenha conseguido correspondido às expectativas do público, considerando que o ténis é um desporto “frustrante”.

“Qualquer derrota é amarga e perder em casa com o público a puxar por ti é duro aceitar que o outro foi melhor. Sinto-me um jogador mais completo e os resultados não têm acompanhado. O ténis é frustrante, mas há que continuar a trabalhar”, terminou.

(Notícia atualizada às 21h58)

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