O português Nelson Évora ficou-se hoje pela qualificação para a final do final do triplo salto dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, com 15,39 metros, na despedida competitiva do campeão em Pequim2008.

Aos 37 anos, e três meses depois de ter sido operado ao joelho esquerdo, Nelson Évora não foi além de 15,39 e dois saltos nulos, falhando a qualificação para a final, reservada para quem saltar pelo menos 17,05 metros ou para os 12 melhores.

“E hoje revelo um dos segredos mais bem guardados da minha preparação olímpica! Quando tudo estava a correr bem, lá vem mais um obstáculo. Nada de novo numa vida recheada de tantas pedras no caminho. Mas mais uma vez chorei, arregacei as mangas e fui à luta”, escreveu o atleta nas suas redes sociais, este domingo, ao lado de um vídeo datado do dia da operação.

Évora já tinha anunciado que esta era “a última” prova olímpica que disputava, terminando aqui a carreira olímpica.

“É o adeus aos Jogos Olímpicos. À carreira, não está em cima da mesa ainda. Aos Jogos é, sem dúvida. Tenho 37 anos e acho que tenho de fazer já um percurso de saída”, sublinhou Nelson Évora, na zona mista do Estádio Olímpico.

“Não tenho nada a provar. Queria divertir-me, o que me deixou mais emocionado foi que logo o primeiro ensaio correr como correu e não poder desfrutar da prova”, lamentou.

Terminado o concurso, iniciou as despedidas, com amigos e rivais, na pista nipónica, num reconhecimento que Évora assinalou: “Todos os atletas presentes foram muito respeitosos e muitos aprenderam a saltar com vídeos meus, como eu aprendi com outros mais velhos. Isso vale mais do que qualquer medalha”.

“As medalhas dão estatuto, mas o respeito de todos para mim foi muito reconfortante. [Will Claye] É um superatleta, supertalentoso. Temos os nossos piques nas provas, respeitamo-nos todos. O desporto não é uma guerra, é uma competição. É contra nós mesmos, respeitando adversário, depois das provas somos todos amigos, uns mais que outros. O Claye deu-me um abraço muito forte [enquanto é abraçado por um atleta francês que se despede com a expressão ‘champion’].

Questionado sobre se o também português Pedro Pablo Pichardo, que terminou a qualificação no primeiro lugar, com 17,71 metros, o cumprimentaria se estivesse na pista na altura, Évora garantiu que não.

“Não sei porquê, não por mim, mas não teria de ser eu a abraçá-lo. O Pichardo há-de aprender com a vida. Espero que tudo lhe corra muito bem”, concluiu.

Aos 37 anos, e três meses depois de ter sido operado ao joelho esquerdo, Nelson Évora não foi além de 15,39 e dois saltos nulos, falhando a qualificação para a final, reservada para quem saltasse, pelo menos, 17,05 metros ou para os 12 melhores.

Nelson Évora chegou aos seus quartos Jogos Olímpicos, depois do ouro em Pequim2008, do sexto lugar no Rio2016 e do 40.º posto em Atenas2004, tendo 15,93 metros como melhor marca do ano.

O campeão da Europa em pista coberta, em 2015 e 2017, e ao ar livre, em 2018, tem como recorde pessoal 17,74 metros, alcançados em Osaka, no Japão, onde se sagrou campeão do mundo, em 2007.

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