Javier Tebas disse e cumpriu.

De acordo com informação avançada pelo diário desportivo espanhol 'AS', a La Liga - liga espanhola - recusou o cheque de 222 milhões de euros do Paris Saint-Germain pela transferência de Neymar Jr.

Segundo o mesmo jornal, representantes do craque brasileiro e do clube francês deslocaram-se à sede do organismo, mas voltaram para trás. A imagem do momento foi captada pelo jornal desportivo espanhol 'Marca':

No mesmo artigo é ainda escrito que o organismo que tutela o principal escalão do futebol profissional em Espanha que entre as razões pela recusa do cheque está o facto de o pagamento da cláusula de rescisão ser um direito exclusivo dos clubes espanhóis, para além do facto de não existir um registo da origem do dinheiro que financia esta movimentação de mercado, que, ao que tudo indica, será a maior da história do futebol.

De acordo com os trâmites normais, os acessores de Neymar deverão agora solicitar à FIFA a emissão de um certificado de transferência provisório, para que o brasileiro possa envergar as cores dos parisienses.

A transferência fica assim nas mãos da UEFA e FIFA.

Ontem, quarta-feira, à medida que surgiam as notícias da despedida de Neymar dos colegas de equipa e da confirmação da saída do Barcelona do craque brasileiro, a entrevista de Tebas ao 'AS' começava a circular na internet, com o dirigente da La Liga a prometer recusar dar o avale do organismo para que a transferência se realize.

"Não aceitaremos o dinheiro de um clube como o PSG que, sem pertencer à nossa Liga, quer adquirir um direito da nossa organização e, acima de tudo, quando esse clube está a infringir leis e normas. Seria um contra-senso aceitar esse pagamento. Se o PSG pagar a cláusula não a aceitaremos", disse Javier Tebas, presidente da liga espanhola de futebol, em entrevista ao jornal AS, acerca  das leis do 'fair play' financeiro.

Na entrevista publicada esta quarta-feira, o dirigente desportivo justificou que não é a qualidade do jogador que está em causa, e que se essa fosse a razão ficaria muito mais preocupado se no centro do negócio estivessem outros jogadores, como Leonel Messi ou Cristiano Ronaldo. "É um grandíssimo jogador, mas acho que o nosso campeonato está acima dele. Com todo o respeito que tenho por ele, preocupava-me mais se fosse o Messi ou o Cristiano Ronaldo. Vamos ver o que acontece", reiterou o Tebas.

“O PSG não pode ter encaixes em direitos comerciais superiores aos do Real Madrid ou do ‘Barça’… é impossível”, avaliou Tebas, nas declarações proferidas no domingo, criticando a injeção de fundos provenientes do Qatar, país do proprietário do emblema francês, Nasser Al-Khelaïfi.


O que é o 'fair play' financeiro?

O "fair play" financeiro foi aprovado em 2010 e entrou em funcionamento efectivamente em 2011. Desde então, os clubes que se qualificam para as competições da UEFA têm de provar que não tem dívidas em atraso em relação a outros clubes, jogadores, segurança social e autoridades fiscais. Por outras palavras, têm que provar que pagaram as contas.

A partir de 2013 os clubes passaram a ter de respeitar uma gestão equilibrada em "break-even", que por princípio significa que não gastam mais do que ganham, restringindo a acumulação de dívidas.

A partir de Junho de 2015, a UEFA actualizou os seus regulamentos (como faz de tempos em tempos com todos os regulamentos), para abordar circunstâncias específicas, com o objectivo de encorajar mais investimento sustentável, ao mesmo tempo que mantém o controlo sobre gastos excessivos. As situações abordadas incluem clubes que necessitam de reestruturação de negócio, que enfrentem choques económicos súbitos e outros que operam em deficiências estruturais severas de mercado na sua região

Em termos rigorosos, os clubes podem gastar até mais 5 milhões de euros do que ganham por período de avaliação (três anos).

Fonte: Site da UEFA


Na quarta-feira de manhã, o FC Barcelona confirmou que Neymar se despediu dos colegas e foi dispensado do treino. Entretanto, Wagner Ribeiro, empresário do futebolista brasileiro, confirmou que o PSG pagará nas próximas horas os 222 milhões de euros da cláusula de rescisão de contrato com o FC Barcelona.

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