“Matematicamente ainda não está resolvido, mas eu acho que está. No meu íntimo, acho que com a vitória que obtivemos em casa sobre a Islândia o Europeu ficou resolvido”, admitiu o selecionador Paulo Jorge Pereira, à agência Lusa.

Portugal lidera o grupo 4, com seis pontos, contando por vitórias os três jogos realizados, enquanto a Islândia é segunda, com dois pontos e menos um jogo. Israel, com menos dois jogos, e a Lituânia, com menos um, ainda não pontuaram.

Para o encontro de domingo, em Reiquiavique, Paulo Pereira refere que “está tudo em aberto” e que Portugal “não vai querer perder, mas também não vai arriscar nada que possa comprometer estar a 100 por cento no primeiro jogo do Mundial”.

Após o jogo da quarta jornada de apuramento para o Euro2022, a realizar de 13 a 30 de janeiro, na Hungria e na Eslováquia, Portugal inicia quinta-feira o Mundial do Egito, precisamente frente à Islândia, integrado no grupo F ainda com a Argélia e Marrocos.

Paulo Pereira reconhece que uma vitória no domingo na Islândia leva a que Portugal não pense mais no apuramento para o Europeu, “entre aspas, uma vez que também assume crucial importância terminar em primeiro lugar o grupo de qualificação”.

“O mais importante nós já fizemos. Foi alcançar três triunfos em três jogos, o que nos permite encarar este encontro de uma forma diferente. É sempre muito mais fácil trabalhar quando há êxitos”, justificou o selecionador português.

A seleção portuguesa surge em Reiquiavique moralizada pelo triunfo alcançado na quarta-feira frente à Islândia, por 26-24, numa partida em que Paulo Pereira destacou a capacidade da equipa em se adaptar às incidências antes e durante o jogo.

Sem poder contar com Gilberto Duarte, a que se juntou à última da hora Alexis Borges, ambos por lesão, a seleção nacional sofreu durante o jogo a baixa de Alexandre Cavalcanti e os condicionalismos impostos pelas duas exclusões de Victor Ituriza, nos primeiros 15 minutos, e o cartão vermelho a Fábio Magalhães.

“Este conjunto de contingências levou-nos a alterar completamente o plano de jogo, mais na segunda parte, e acabámos por encontrar soluções para vencer a Islândia”, referiu o selecionador, que destacou “o jogo excecional, em termos de entrega e compromisso”, de Daymaro Salina.

O selecionador destacou que Portugal sofreu apenas seis golos em contra-ataque, uma das ações de jogo em que a Islândia é mais forte e em que regista em média 10 golos por jogo.

“O que me deixou mais contente foi que nós conseguimos nos adaptar às dificuldades e superámo-las”, disse o selecionador, que pretende no domingo gerir o segundo jogo a pensar já no terceiro que irá fazer com a Islândia, na quinta-feira, e que é o primeiro no Mundial do Egito.

O jogo de domingo não terá a presença de público, devido à pandemia de covid-19, tal como aconteceu em Matosinhos, pelo que o selecionador acredita que o fator casa “não tem muito peso” e acaba por “deixar as equipas em igualdade de circunstâncias”.

“O fator casa não tem muito peso, mas há o conforto de jogar em casa. Existe sempre, mas não é a mesma coisa de jogar com público ou sem publico, de qualquer maneira estamos em igualdade de circunstâncias e isso é um fator que quase se elimina”, disse.

Ainda em relação ao jogo de domingo, Paulo Pereira não levantou o véu do modelo de jogo a aplicar, embora admita “algumas surpresas”, e garantiu apenas que a seleção, consoante o decorrer do encontro, irá potenciar as suas qualidades.

“Não estamos a 100 por cento, mas estamos a tentar resolver para podermos estar a 100 por cento e depois há sempre coisas que surgem neste momento critico que a humanidade atravessa e estamos a tentar resolver tudo o que seja possível resolver”, disse Paulo Pereira.

O selecionador disse ainda que está “à espera que cada dia seja um dia diferente, um dia novo”, e defendeu que “quem tiver uma capacidade de adaptação acima do normal vai ter mais possibilidades de vencer”.

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