Perante 49.504 espetadores no Lincoln Financial Field, em Filadélfia, no estado Pensilvânia, Tobin Heath (quatro minutos), Morgan Brian (18), Carli Lloyd (52) e Allie Long (82) acentuaram o domínio do país que lidera o ‘ranking’ da FIFA e revalidou o título mundial feminino no início de julho, ao bater na final a Holanda por 2-0, em França.

Consciente da diferença de patamares qualitativos, Portugal, 30.º colocado da hierarquia, entregou a iniciativa aos Estados Unidos desde os primeiros instantes e apostou na velocidade Diana e Jéssica Silva para explorar saídas rápidas em contra-ataque, ainda que sem inquietar a área adversária.

A cumprir o segundo particular do “Victory Tour”, digressão que assinala a conquista do quarto título mundial, o conjunto orientado pela inglesa Jill Ellis coroou a melhor entrada logo aos quatro minutos, por intermédio da atacante Tobin Heath, a responder ao segundo poste a um cruzamento rasteiro tirado na esquerda por Lindsey Horan.

Apesar de não apresentarem duas das suas melhores jogadoras no ‘onze’ inicial, Alex Morgan e Megan Rapinoe, ambas lesionadas, os Estados Unidos mantiveram a pujança ofensiva e dobraram a contagem com naturalidade, aos 18, através de um canto batido por Christen Press e concretizado pela média Morgan Brian.

Portugal, que prepara o apuramento para o Europeu de 2021, sentiu muitas dificuldades para produzir lances de perigo no primeiro tempo, mas equilibrou o desafio em termos territoriais até ao intervalo, conservando a posse de bola no meio-campo adversário durante alguns minutos, algo que não tinha conseguido fazer durante a primeira meia hora.

A etapa complementar manteve a toada e arrancou com novo golo norte-americano, aos 52, graças à mobilidade da capitã Carli Lloyd, que aproveitou a passividade lusa na interceção de um lançamento de linha lateral para concretizar o 115.º remate certeiro pela camisola do seu país.

Já com Jéssica Silva em campo, as comandadas de Francisco Neto atacaram com outra intensidade, à procura do primeiro golo de sempre frente às bicampeãs mundiais, mas esbarraram na hora do último passe ou da concretização, como sucedeu à passagem dos 54 minutos, numa tentativa de Fátima Pinto que não assustou a guarda-redes Adrianna Franch.

Os Estados Unidos continuaram a comandar o rumo dos acontecimentos e fixaram o resultado a oito minutos do fim: a avançada Allie Long deu continuidade a uma jogada individual de Lloyd no corredor direito e antecipou-se a Patrícia Morais para carimbar o oitavo triunfo norte-americano em outros tantos duelos diante da formação lusa.

Portugal cumpriu o primeiro de dois encontros de preparação com as campeãs mundiais de futebol feminino, com o próximo a ter lugar na terça-feira, pelas 20:00 locais (01:00 em Lisboa), no Allianz Field, em Saint Paul, no estado de Minnesota.

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