Ep. 1 - Saltillo não nos deixou sonhar (Parte 1)

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1986. Não foi assim há tanto tempo, mas uma boa parte dos leitores do SAPO24 não eram nascidos ou apenas gatinhavam. Para os outros, os que têm memória desse tempo, há coisas que não se esquecem. Quem viu a meia-final que opôs Portugal à França no Europeu de 1984, por exemplo, terá dificuldade em esquecer esse momento. Mesmo que tenham passado 34 anos. “Eu cresci num país em que a seleção nacional era o Brasil”, recorda Carlos Daniel, jornalista da RTP e apaixonado por futebol desde que se lembra. O mesmo Carlos Daniel que em 1984 lá estava, pela primeira vez, a poder torcer pela sua seleção numa reta final de uma grande competição. “Eu tinha 14 anos na altura - e pela primeira vez - , aquele sonho, Portugal estava entre os melhores. E isso era uma coisa extraordinária”.

Pela primeira vez nesse ano, pela primeira vez ainda com exatidão nesse dia 23 de junho de 1984, Portugal acreditou que podia chegar a uma final de um campeonato europeu de futebol depois de quase 20 anos de “seca” extrema, em que a seleção nacional esteve ausente de todas as competições realizadas. Por ausente, leia-se: não conseguimos lá chegar. E assim passaram os anos de 1968 (Campeonato Europeu de Futebol realizado em Itália e conquistado pela Itália), 1970 (Mundial do México em que ganhou o Brasil e onde teve lugar o que muitos consideraram o jogo do século, um Itália - Alemanha nas meias-finais com uma sequência incrível de volte-faces), 1972 (Campeonato Europeu de Futebol disputado na Bélgica e conquistado pela Alemanha Ocidental numa final frente à União Soviética), 1974 (Mundial da Alemanha Ocidental e ganho pela Alemanha Ocidental), 1976 (Campeonato Europeu de Futebol que decorreu na Jugoslávia e em que a Checoslováquia se sagrou campeã europeia), 1978 (Mundial da Argentina, então sob uma ditadura militar violenta e uma competição cheia de episódios, em que a equipa anfitriã saiu vencedora frente à Holanda na final), 1980 (Campeonato Europeu de Futebol em Itália, em que a Alemanha Ocidental volta a sagrar-se campeã), 1982 (Mundial realizado em Espanha, o primeiro com 24 seleções em vez de 16, e em que a Itália foi a equipa vencedora). E assim desfilaram também pelos nossos olhos nomes de Pelé, Beckenbauer ou Johan Cruyff, só para citar alguns dos maiores.

Quando o mais próximo que existia de sermos campeões era torcer pelo Brasil

Esse era o tempo em que, voltando às palavras de Carlos Daniel, o mais próximo que tínhamos de ser campeões de alguma coisa era... torcendo pelo Brasil. Uma espécie de seleção nacional emprestada, tornada ainda mais próxima ao embalo da "Gabriela, Cravo e Canela", que estreava em maio de 1977 na televisão portuguesa, "O Casarão", "Escrava Isaura" ou "Água Viva".

Mas era um tempo prestes a acabar. Em 1984, uma equipa de jogadores de qualidade superior, onde estavam nomes como Jordão, Fernando Gomes ou Chalana, não só se qualificou, como chegou a essa meia-final que quem viu não esquece. Não esquece sobretudo o minuto 119 desse jogo no Stade Vélodrome, em Marselha, em que Platini meteu a bola no fundo da nossa baliza e deixou um país a sonhar com o que podia ter sido. Foi ao minuto 119 de um prolongamento, vamos deixar aqui escrito.

Esse era um tempo sem diretos televisivos sem fim ou helicópteros a pairarem sobre o autocarro da Seleção. Um tempo mais contido, de menos palavras em que depois de uma transmissão na RTP – para quem tinha televisão – ou do relato ao microfone da rádio – essa sim, o meio mais democrático – sobravam os jornais desportivos, e não era todos os dias, apenas três vezes por semana ou, como o nome indica, trissemanários. Essa espera não alimentava euforias sem limites nem ansiedades desmedidas, mas não apagava nem a esperança, nem a dor. E por muitos dias depois do dia dessa meia-final perdida em França, nos cafés, nos escritórios, nas fábricas e nas casas de cada um, era disso que se falava. Com um misto de orgulho e frustração, mas sobretudo frustração. “De repente, Portugal parecia uma potência. Fomos a uma meia-final, perdida daquela forma quase trágica com a França. Dois anos depois, havia um sonho, ainda por cima foi também de uma forma relativamente épica, que chegámos lá, o tal jogo de Estugarda, o pontapé do Carlos Manuel”, recorda Carlos Daniel.

Carlos Manuel e “o pontapé que levava nele toda a força de um país”

De França a Seleção regressou mais forte, com aquela certeza do possível que dá ânimo à matéria de que todos somos feitos. Por isso, dois anos depois, quando Portugal se apurou para o Mundial do México, nada menos que o sonho era possível. Era possível sonhar – e essa foi a expressão que ficou desse Mundial onde tudo o que deva ter corrido bem correu mal. “Deixem-nos sonhar”, disse o então selecionador nacional José Torres, e nele estava a voz e o pensamento de um país que – finalmente – voltava a ter o direito a sonhar.

Um sonho que começou em 1985 no tal pontapé inesquecível – “o pontapé que levava nele toda a força de um país” como descreve Vítor Serpa, diretor do jornal A Bola. Ele que este esteve lá, ele que se lembra como foi. O golo de Carlos Manuel frente à Alemanha, em Estugarda, a 16 de outubro de 1985, fez pelo país aquilo que a poesia e a música fazem por todos nós quando precisamos de crescer uns centímetros, nem que seja para pairar um pouco acima do plano terreste e perceber que estamos todos à mesma distância desse limite que é o céu.

Ouvir o relato do golo na voz de Vítor Serpa soa a melodia, a coreografia, a pura arte. Caramba, estávamos a jogar “contra a Alemanha”, diz a professora Raquel Vaz Pinto, que não hesita em afirmar que para todo o sempre Portugal e nós, os portugueses, temos de estar gratos a Carlos Manuel por esse pontapé no fado. “Esse jogo e esse momento, que nós teremos sempre de agradecer ao Carlos Manuel para o resto da sua vida e das nossas, foi um momento clássico, em primeiro lugar, daquela ideia do David contra o Golias, ou seja, nós estávamos a jogar com a Alemanha”. Para quem, de alguma maneira possa ter dúvidas sobre o impacto deste jogo e deste golo, é voltar uns parágrafos acima e contar em quantas finais e quantos campeonatos do Mundo e da Europa a Alemanha esteve e ganhou, nos 20 anos que antecederam este jogo em Estugarda. “Provavelmente, o Carlos Manuel reconhecerá que é o melhor golo da carreira dele, é uma jogada incrível e um pontapé incrível”, acrescenta o sociólogo e comentador político Pedro Adão e Silva.


Ep. 1 - Saltillo não nos deixou sonhar (Parte 2)

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"Em 86, Portugal ganhar na Alemanha que era uma coisa absolutamente impensável. Era mais ou menos o que agora Chipre ganhar a Portugal" – não pode ser mais simples de explicar do que assim como Vítor Serpa explica.

Foi a primeira vez que a Alemanha Ocidental - ou RFA, como era designada na altura - perdeu um jogo de qualificação em casa desde 1945. Portugal seguia para o Mundial com um ponto mais do que o terceiro classificado do grupo de qualificação, a Suécia.

86 não é um mundial qualquer”

Vamos ao México, portanto. Mais concretamente, a Saltillo, local escolhido como quartel-general da equipa-de-todos-nós no Mundial mexicano. E, em Saltillo, só pode correr bem. Tem de correr bem. Depois de 20 anos de ausência, depois da meia final perdida em França, depois do golo do Carlos Manuel. Só pode correr bem.

Mas o fado não é nosso por acaso, mesmo que na maior parte dos casos seja apenas o nome que usamos para colocar no mesmo saco a identidade de um povo e os erros de cada um. Em Saltillo, os erros somaram-se. Desde o início.

Recordemos a época, recordemos como conta Pedro Adão e Silva, que este não era um Mundial qualquer. “86 não é um mundial qualquer. É o primeiro Mundial que é televisionado a sério, que tem transmissões em todos os países e que as pessoas vêem os jogos a cores. Há uma outra inovação que passa a estar disponível na casa das pessoas que são os videogravadores, em 1986 as pessoas gravam os jogos para poder ver ou ver outra vez. E os patrocínios e as marcas começam a entrar no futebol de forma muito mais massiva”.

Caro leitor que não era nascido em 1986 e que cresceu, primeiro, num mundo de vários canais de TV, depois de informação a jorrar ao segundo nesse espaço sem fronteiras que é a Internet, que tem na memória estágios em hotéis de 5 estrelas, jogos de preparação uns atrás dos outros, hinos de marcas com heróis da seleção nacional. Esqueça isso tudo e junte-se à equipa de Bento, Carlos Manuel, Fernando Gomes, Diamantino ou Jaime Pacheco, em Saltillo. Entre num estágio com campos a descer, equipas de empregados de mesa contratados à última hora para jogos de preparação, jogadores que viam as marcas a serem exibidas nas camisolas mas não conseguiam ter interlocutor para discutir prémios de jogo.

Bem-vindos a Saltillo, essa panela de pressão que já saiu a assobiar do Europeu de 1984 em França, e que no México encontrou todos os ingredientes que faltavam para um cozido à portuguesa indigesto e de má memória.

E foi nesse caldo a ferver que a 25 de maio de 1986, a poucos dias antes da seleção portuguesa entrar em campo contra o seu jogo de estreia frente à Inglaterra, tudo entornou.

O que pediam os jogadores?

Um aumento. Um aumento da remuneração diária (de 4 para 7 contos) e dos prémios de presença (de 300 para 700 contos). Queriam também receber pela publicidade que usavam nos fatos de treino e nas camisolas e pediam garantias de que todos os atletas teriam direito a cartão vitalício da Federação.

O que disseram os dirigentes? Que não e que era falta de patriotismo. De amor à camisola. A mesma camisola que fazia entrar dinheiro já com alguma expressão nos cofres da Federação Portuguesa de Futebol, liderada por Silva Resende – “um homem do antigo regime”, como refere Pedro Adão e Silva –, mas que não se traduzia nem em condições de trabalho, nem em compensações aos jogadores.

“O futebol começou a tornar-se num grande negócio. A partir do momento que começou a ser transmitido pela televisão, a publicidade nos estádios, a publicidade nos intervalos, a publicidade nas camisolas começou a render dinheiro”, conta o cineasta António-Pedro Vasconcelos. “E a revolta dos jogadores – e para certos espíritos pode parecer mesquinho, porque eles estão a representar a camisola nacional, Portugal – mas a verdade é que a Seleção e a Federação fazia muito dinheiro com as camisolas e com a publicidade e eles achavam que sendo eles os protagonistas tinham direito a receber uma parte dessa verba”.

“Saltillo começa em França. 1984 é a antecâmara daquilo que vai acontecer em Saltillo”

“O Mundial de 86 foi preparado à antiga portuguesa e as coisas faziam-se à antiga portuguesa. Desde logo, a própria liderança de Silva Resende que era um homem do antigo regime”, relata Pedro Adão e Silva que estudou Saltillo ao detalhe para o livro “Deixem-nos Sonhar” escrito em conjunto com João Tomaz e publicado no final de 2017.

“Saltillo começa em França. 1984 é a antecâmara daquilo que vai acontecer em Saltillo” – Toni, ex-jogador e treinador de futebol traz ao presente uma história com mais de 30 anos. “As reivindicações já estavam a decorrer no Europeu e aquilo ficou mal resolvido. E quando as coisas ficam mal resolvidas, sobrou para o meu amigo e saudoso José Torres”.

E a 25 de maio, a equipa nacional convoca a comunicação social para ler um comunicado. Vale a pena determo-nos nas imagens desse dia. Está tudo, o tempo e o modo. Está uma época em que os jogadores não se apresentavam de equipamentos impecáveis e em que um comunicado era lido numa sala de um hotel, em calções, camisola e, claro, chinelos.

A voz desse comunicado dava pelo nome de Bento. Bento, o líder. Bento, o destemido. Bento, o guarda-redes da seleção nacional. “Como primeira tomada de posição decidimos não comparecer ao jogo de treino marcado pela Federação Portuguesa de Futebol a realizar hoje, dia 25 de maio, em Monterrey”. Era a greve portanto. A Federação pela voz de Silva Resende reagiu e recordou que na reunião realizada a 20 de maio tinha decidido “em nada alterar” as condições [dos jogadores] fossem quais fossem as circunstâncias.

“A voz dos jogadores não era considerada na década de 80”, sintetiza Pedro Adão e Silva – e os dados estavam lançados para uma competição que já não podia correr bem e cumprir o sonho.

O caldo entornou, mas Portugal entrou em campo. Com uma equipa em “guerra” com a Federação e com um país a assistir ao longe. Vence o primeiro jogo contra Inglaterra, o adversário de grupo mais difícil, - de novo com um golo isolado de Carlos Manuel -, e depois seguem-se duas derrotas que ninguém esperava. Frente à Polónia, primeiro, por 1-0. E depois, a 11 de junho, em Guadalajara, num jogo em que bastava empatar para seguir em frente na competição, Portugal perde por 3-1 frente a Marrocos. A seleção vem mais cedo para casa e deita por terra os sonhos de glória.

“Percebeu-se no México que estávamos longe de ter uma grande organização”, diz Carlos Daniel. Pedro Adão Silva vai mais longe: “O que era natural eram as derrotas, o que não foi natural foi chegar às meias-finais no Europeus de 1984, ganhar à RFA em casa ou ganhar à Inglaterra no primeiro jogo do Mundial”.

“O que impressionava em Bento era ser alguém absolutamente destemido”

O relato do que aconteceu entre nessas primeiras três semanas de junho de 1986 nas palavras de Vítor Serpa é claro. “Com todo o ambiente que estava em Saltillo, estava tudo preparado para crucificar imediatamente os jogadores e considerá-los na velha tradição da traição à pátria que não tinham percebido o interesse nacional. Para nós que estávamos em Saltillo, isso era muito claro. O facto de termos vencido a Inglaterra transtornou um pouco os jogadores que depois ficam definitivamente transtornados quando o Bento parte a perna e o Damas não está preparado para ocupar o lugar de guarda-redes”.

A lesão de Manuel Bento é o fado a fazer justiça ao seu nome. Bento, o líder, o destemido, o guarda-redes nacional, parte a perna num jogo de treino, num infortúnio descrito como horrível por quem acompanhou a seleção.

“O que impressionava em Bento era ser alguém absolutamente destemido. Recordo-o como alguém que cerrava os dentes, olhava para a bola e dava uma segurança à sua defesa como quem diz por aqui não passa. Uma atitude aguerrida de quem faria o que fosse preciso para evitar o golo entrasse”, lembra Raquel Vaz Pinto.

Há uma imagem de Bento de perna engessada a sair do hospital onde foi assistido que não precisa de legendas. Há um suspiro de dor e um olhar de desalento que, tal como o pontapé de Carlos Manuel levava a força de uma nação, carregava aqui o desânimo de uma equipa.

Segue-se então esse último jogo, frente a Marrocos, e segue-se uma última derrota, quando o empate bastava para seguir em frente (e até interessava a marroquinos e portugueses). Portugal vem para casa sem honra nem glória. A promessa de 1984 esfumara-se. Não podíamos sonhar – ou só mesmo em sonhos podíamos ter uma realidade menos dura do que o desenlace do Mundial do México ganho pela Argentina de um tal de Diego Armando Maradona e onde Deus teve mão. Nem o Brasil nos permitia refugiar numa espécie de felicidade alheia.

Em casa, esperava-os um país desiludido e também zangado. Um país que à distância não tinha percebido tudo o que se passara em Saltillo e que lambia as feridas. “Talvez tenham sido inábeis, mas a verdade é que tinham razão”, sublinha António-Pedro Vasconcelos. Mas a razão não serviria de muito àquele grupo. A maioria não voltaria a integrar e seria já fora dos campos que assistiria ao nascer de uma nova seleção. “A reacção dos jogadores em Saltillo foi determinante para a tal revolução de onde viria a nascer um novo futebol em Portugal” não duvida Vítor Serpa.

“Era só preciso empatar com Marrocos, por amor de Deus!”.

Rui Dias, jornalista do jornal Record e dono de uma memória prodigiosa sobre o percurso da Seleção Nacional ao longo dos anos, não poupa, apesar disso, nas palavras ao classificar o desfecho de Saltillo. “É criminoso ver que Portugal tenha ficado naquele grupo em que acabou por vencer a equipa mais forte para depois perder com equipas que lhe eram inferiores, claramente. Era só preciso empatar com Marrocos, por amor de Deus!”, exclama.

Este é o mote perfeito para falar da Seleção além do futebol, para olhar com mais atenção e tentar perceber o que o desporto-rei diz de nós enquanto país e enquanto povo. Nas palavras de Fernando Gomes, transcritas no livro “Deixem-nos Sonhar”: “Trata-se, afinal, de um problema de mentalidade. Somos fortes quando as coisas não nos correm de feição, mas somos extraordinariamente débeis quando a missão aparenta facilidades. No fundo, é um problema do próprio povo português, e não apenas dos jogadores de futebol”.

“O país passa do “milagre de Estugarda” ao “caso Saltillo” num ápice, enredado por um carrossel de otimismo desbragado e pessimismo irresistível que tão bem nos caracteriza como povo”, podemos ler no livro acima referido. Um carrossel que, afinal, conhecemos bem – somos nós todos que andamos nele. A música tanto vendeu, o “Vamos Lá, Cambada” composto por Carlos Paião e interpretado pelo mítico Esteves de Herman José acusou o toque: de top das vendas até ao esquecimento. Até à volta no carrossel seguinte.

De nada valeria na altura pensar que talvez tenha sido preciso essa descida aos infernos para que três anos depois um grupo de miúdos que ninguém conhecia fosse campeão no Mundial de Futebol de Juniores em Riade. Provavelmente ninguém acreditaria que dos escombros de Saltillo nasceria um novo futuro para futebol nacional. Mas foi isso que aconteceu.


 “Chegámos Lá, Cambada” é um documentário produzido pela MadreMedia e que vai estar em exibição no SAPO24 entre 22 de maio e 14 de junho. Ao longo de oito episódios vamos contar a história de 30 anos da seleção, do pontapé de Carlos Manuel, em Estugarda, ao golo do Éder, em Paris, que nos deu a vitória no Euro 2016.

As suas memórias destes 30 anos fazem parte da história. Partilhe-as connosco através do email chegamoslacambada@sapo.pt e os melhores textos serão publicados neste dossier especial.

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