A dirigente afirmou no evento, que decorre no Porto, a necessidade "urgente de retomar conversações com o Governo, de forma a que se possam reter os principais talentos do futebol português".

"Acredito que isso atraia mais talentos, como é o caso do nosso maior talento, o Cristiano Ronaldo", explicou Sónia Carneiro, lembrando que quando a ‘troika' esteve em Portugal os jogadores perderam o estatuto de profissão de desgaste rápido, que confere benefícios fiscais.

Sónia Carneiro lamentou a dificuldade que Portugal sente em manter os principais jogadores e enalteceu o esforço da Liga de clubes no sentido de alterar essa situação.

"Em Portugal, não há capacidade para reter talento. A Liga portuguesa de futebol faz um esforço para ser mais bonita, mas repare-se que os cinco primeiros classificados do campeonato fizeram 684 milhões de euros em vendas entre 2012 e 2019", explicou.

A representante da Liga reconheceu ainda que a falta de adeptos nos estádios é um problema, salientando que é necessário existir um equilíbrio com as transmissões televisivas.

"A Liga está a fazer um estudo para tentar perceber as novas dinâmicas e durante a segunda volta vamos apresentar os resultados. Vão existir mudanças na próxima época. É um tema que nos preocupa, porque queremos ter adeptos nos estádios e telespetadores, visto que o dinheiro da televisão é muito importante para os clubes", referiu Sónia Carneiro.

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